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	<title>Adriana de Barros</title>
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	<description>Jornalista - Rolezeira</description>
	<lastBuildDate>Mon, 19 Oct 2026 16:17:06 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Adriana de Barros</title>
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		<title>Reeperbahn 2026: 10 shows e 5 ideias que trouxemos de Hamburgo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2026 12:04:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Música e shows]]></category>
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					<description><![CDATA[Para onde a música está indo? Foi com essa pergunta que chegamos ao Reeperbahn Festival 2026, em Hamburgo, depois de coberturas do SXSW, HackTown e Web Summit Rio. Durante quatro dias, atravessamos St. Pauli entre clubes, entrevistas, showcases e encontros com profissionais da indústria. Encontramos um festival com cerca de 425 atrações de 44 países, aproximadamente 540 shows e 45 mil visitantes. Voltamos com uma conclusão: o futuro da música não segue uma única direção. E talvez essa seja a melhor notícia. Os 10 melhores shows que vi no Reeperbahn 2026 Entre apostas confirmadas e descobertas inesperadas, estes foram os dez shows que mais ficaram comigo. 1. Agatha is Dead! — Alemanha Post-punk sombrio, urgente e atmosférico. Depois de descobrir a banda no SXSW 2026, reencontrá-la em Hamburgo mostrou como novos artistas atravessam o circuito global de showcases. (16/09, Bahnhof Pauli) 2. Victory Kid — Estados Unidos Ska, skate punk, reggae e energia californiana, com letras que também abordam questões sociais. Uma banda feita para incendiar palcos, que tivemos a oportunidade de entrevistar. (17/09, Baalsaal) 3. Jamaica Moana — Austrália / Māori-Samoana Rap, R&#38;B, ballroom e ancestralidade numa performance poderosa. Uma artista que transforma identidade cultural em linguagem contemporânea. Também conversamos com ela durante o festival. (18/09, Molotow — Aussie BBQ) 4. Better Joy — Reino Unido Bria Keely trouxe de Manchester um indie-rock melódico, sensível e cheio de personalidade. Uma apresentação especial dentro de uma igreja, revelando uma artista pronta para palcos maiores. (19/09, St. Pauli Kirche) 5. LudoWic — Holanda Um laboratório musical ao vivo: sintetizadores analógicos, gravadores de fita e instrumentos históricos como o Trautonium. Eletrônica experimental onde máquinas e manipulação física do som viram espetáculo. (17/09, Molotow — Dutch Impact Party) 6. The Boondocks — Estônia Guitarras, post-punk, rock&#8217;n&#8217;roll e melodias de inspiração britânica. Uma banda que combina referências clássicas com personalidade própria e muita presença de palco. (16/09, Baalsaal) 7. Das Beat — Alemanha/Canadá Electroclash, new wave e Italo disco numa mistura irresistível de passado e futuro. Berlim traduzida em sintetizadores, dança e atitude. (16/09, BETTY) 8. WRKHOUSE — País de Gales Alt-pop bilíngue, dream pop e produção eletrônica atmosférica. Um exemplo de como preservar uma identidade regional sem abrir mão de uma sonoridade internacional. (17/09, Sommersalon) 9. GANNA — Ucrânia/Alemanha Tradições musicais ucranianas reinventadas através do jazz, improvisação e eletrônica. Uma apresentação marcante, posteriormente reconhecida com o Anchor Award 2026. (17/09, Mojo Club) 10. Seers of Light — Hungria Metal progressivo melódico, riffs pesados e vocais femininos. Uma descoberta ligada ao showcase do Wacken Open Air, conectando o universo do metal ao Reeperbahn. (17/09, Bahnhof Pauli) Dez shows completamente diferentes. Do punk californiano à música tradicional ucraniana, passando pela eletrônica holandesa e pela cena ballroom australiana. Playlist 10 melhores shows do Reeperbahn 2026 Essa diversidade talvez explique melhor o Reeperbahn do que qualquer definição institucional.   Cinco ideias que trouxemos de Hamburgo 1. O futuro da música continua acontecendo em salas pequenas Boa parte das descobertas aconteceu em clubes para algumas centenas de pessoas. Espaços onde ainda é possível encontrar uma banda desconhecida e perceber, sem algoritmos, que algo importante está acontecendo. Poucos dias depois, seguimos em turnê com o Asfixia Social. E as discussões sobre indústria musical viraram gasolina, van, hospedagem, cachês e público. O futuro da música depende tanto da sobrevivência desses pequenos palcos quanto das novas tecnologias. 2. Quanto mais local, mais global Jamaica Moana, GANNA, Das Beat e WRKHOUSE demonstraram que internacionalização não precisa significar padronização. Pelo contrário: artistas com identidades culturais fortes conseguem construir linguagens capazes de atravessar fronteiras. A globalização musical fica muito mais interessante quando não transforma todo mundo na mesma coisa. 3. O músico virou dataset? Uma das entrevistas mais importantes foi com François Pachet, pioneiro da inteligência artificial aplicada à criação musical. O encontro aprofundou questões que já havíamos debatido no HackTown 2026. A discussão ultrapassa ser contra ou a favor da IA. Quem controla os dados? Quem autorizou o treinamento? Quem recebe, quem é creditado e quem controla as plataformas? A tecnologia nunca chega sozinha. Ela traz modelos econômicos e disputas de poder. 4. A Europa não é um mercado único No encontro Meet the European Festivals, participamos de onze reuniões com representantes de festivais europeus em menos de duas horas. Foi uma demonstração prática de como showcases também funcionam como infraestrutura de conexão. Alemanha, França, Reino Unido, Holanda e Europa Oriental possuem circuitos diferentes. Para um artista brasileiro, talvez a pergunta correta não seja como entrar na Europa, mas em quais cenas é possível construir relações reais e duradouras. 5. O Brasil precisa participar das decisões Nossa música já influencia o mundo, mas presença cultural não significa necessariamente participação nas estruturas internacionais de decisão. O Sul Global precisa ocupar esses espaços como produtor, curador, programador, empresário e proprietário de sua criação — não apenas como fornecedor de sons, artistas e dados. De Austin ao HackTown, do Web Summit Rio a Hamburgo, encontramos diferentes perspectivas sobre uma transformação em andamento. E para onde vai a música? O futuro está sendo disputado simultaneamente por artistas, plataformas, governos, festivais, clubes e empresas de tecnologia. A grande questão continua sendo quem terá poder, quem será ouvido, quem será remunerado e quem conseguirá continuar criando e circulando. Saímos de Hamburgo com mais perguntas do que respostas. Para um festival dedicado à descoberta, talvez esse seja exatamente o resultado que procurávamos. Próxima parada: Paris. MaMA Music &#38; Convention. A viagem continua.  ]]></description>
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									<p><strong>Para onde a música está indo?</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Foi com essa pergunta que chegamos ao <a href="http://reeperbahnfestival.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" data-type="link" data-id="http://reeperbahnfestival.com/"><strong>Reeperbahn Festival 2026</strong></a>, em Hamburgo, depois de coberturas do SXSW, HackTown e Web Summit Rio.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Durante quatro dias, atravessamos <strong>St. Pauli</strong> entre clubes, entrevistas, showcases e encontros com profissionais da indústria. Encontramos um festival com cerca de 425 atrações de 44 países, aproximadamente 540 shows e 45 mil visitantes.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Voltamos com uma conclusão: <strong>o futuro da música não segue uma única direção.</strong> E talvez essa seja a melhor notícia.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:heading --></p>
<h2 class="wp-block-heading">Os 10 melhores shows que vi no Reeperbahn 2026</h2>
<figure id="attachment_1860" aria-describedby="caption-attachment-1860" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-1860 size-large" title="Reeperbahn 2026" src="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/10/capp-1024x590.jpeg" alt="Reeperbahn 2026" width="960" height="553" srcset="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/10/capp-1024x590.jpeg 1024w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/10/capp-300x173.jpeg 300w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/10/capp-768x443.jpeg 768w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/10/capp-1536x885.jpeg 1536w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/10/capp.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-1860" class="wp-caption-text">Reeperbahn 2026</figcaption></figure>
<p><!-- /wp:heading --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Entre apostas confirmadas e descobertas inesperadas, estes foram os dez shows que mais ficaram comigo.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>1. Agatha is Dead! — Alemanha</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Post-punk sombrio, urgente e atmosférico. Depois de descobrir a banda no SXSW 2026, reencontrá-la em Hamburgo mostrou como novos artistas atravessam o circuito global de showcases. (16/09, Bahnhof Pauli)</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>2. Victory Kid — Estados Unidos</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Ska, skate punk, reggae e energia californiana, com letras que também abordam questões sociais. Uma banda feita para incendiar palcos, que tivemos a oportunidade de entrevistar. (17/09, Baalsaal)</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>3. Jamaica Moana — Austrália / Māori-Samoana</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Rap, R&amp;B, ballroom e ancestralidade numa performance poderosa. Uma artista que transforma identidade cultural em linguagem contemporânea. Também conversamos com ela durante o festival. (18/09, Molotow — Aussie BBQ)</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>4. Better Joy — Reino Unido</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Bria Keely trouxe de Manchester um indie-rock melódico, sensível e cheio de personalidade. Uma apresentação especial dentro de uma igreja, revelando uma artista pronta para palcos maiores. (19/09, St. Pauli Kirche)</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>5. LudoWic — Holanda</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Um laboratório musical ao vivo: sintetizadores analógicos, gravadores de fita e instrumentos históricos como o Trautonium. Eletrônica experimental onde máquinas e manipulação física do som viram espetáculo. (17/09, Molotow — Dutch Impact Party)</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>6. The Boondocks — Estônia</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Guitarras, post-punk, rock&#8217;n&#8217;roll e melodias de inspiração britânica. Uma banda que combina referências clássicas com personalidade própria e muita presença de palco. (16/09, Baalsaal)</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>7. Das Beat — Alemanha/Canadá</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Electroclash, new wave e Italo disco numa mistura irresistível de passado e futuro. Berlim traduzida em sintetizadores, dança e atitude. (16/09, BETTY)</p>
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<p><strong>8. WRKHOUSE — País de Gales</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Alt-pop bilíngue, dream pop e produção eletrônica atmosférica. Um exemplo de como preservar uma identidade regional sem abrir mão de uma sonoridade internacional. (17/09, Sommersalon)</p>
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<p><strong>9. GANNA — Ucrânia/Alemanha</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Tradições musicais ucranianas reinventadas através do jazz, improvisação e eletrônica. Uma apresentação marcante, posteriormente reconhecida com o Anchor Award 2026. (17/09, Mojo Club)</p>
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<p><strong>10. Seers of Light — Hungria</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Metal progressivo melódico, riffs pesados e vocais femininos. Uma descoberta ligada ao showcase do Wacken Open Air, conectando o universo do metal ao Reeperbahn. (17/09, Bahnhof Pauli)</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Dez shows completamente diferentes. Do punk californiano à música tradicional ucraniana, passando pela eletrônica holandesa e pela cena ballroom australiana.</p>
<h2>Playlist 10 melhores shows do Reeperbahn 2026</h2>
<p><iframe title="Spotify Embed: 10 Best GIGS Reeperbahn 2026" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/2LiP8SpZbEus43AP3O5eR2?si=mdqA8IfGS2K8bUkZQYBPYg&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<h2><strong>Essa diversidade talvez explique melhor o Reeperbahn do que qualquer definição institucional.</strong></h2>
<p> </p>
<h1><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: inherit; font-family: inherit; font-size: 2rem; text-decoration: underline;">Cinco ideias que trouxemos de Hamburgo</span></span></strong></h1>
<p><!-- /wp:heading --><!-- wp:heading {"level":3} --></p>
<h3 class="wp-block-heading">1. O futuro da música continua acontecendo em salas pequenas</h3>
<p><!-- /wp:heading --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Boa parte das descobertas aconteceu em clubes para algumas centenas de pessoas. Espaços onde ainda é possível encontrar uma banda desconhecida e perceber, sem algoritmos, que algo importante está acontecendo.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Poucos dias depois, seguimos em turnê com o Asfixia Social. E as discussões sobre indústria musical viraram gasolina, van, hospedagem, cachês e público. O futuro da música depende tanto da sobrevivência desses pequenos palcos quanto das novas tecnologias.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:heading {"level":3} --></p>
<h3 class="wp-block-heading">2. Quanto mais local, mais global</h3>
<p><!-- /wp:heading --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Jamaica Moana, GANNA, Das Beat e WRKHOUSE demonstraram que internacionalização não precisa significar padronização. Pelo contrário: artistas com identidades culturais fortes conseguem construir linguagens capazes de atravessar fronteiras.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>A globalização musical fica muito mais interessante quando não transforma todo mundo na mesma coisa.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:heading {"level":3} --></p>
<h3 class="wp-block-heading">3. O músico virou dataset?</h3>
<p><!-- /wp:heading --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Uma das entrevistas mais importantes foi com François Pachet, pioneiro da inteligência artificial aplicada à criação musical. O encontro aprofundou questões que já havíamos debatido no HackTown 2026.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>A discussão ultrapassa ser contra ou a favor da IA. <strong>Quem controla os dados? Quem autorizou o treinamento? Quem recebe, quem é creditado e quem controla as plataformas?</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>A tecnologia nunca chega sozinha. Ela traz modelos econômicos e disputas de poder.</p>
<p><iframe title="François Pachet: o pioneiro da IA musical fala sobre criatividade e tecnologia" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/Z1Gm-pgGf-U?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:heading {"level":3} --></p>
<h3 class="wp-block-heading">4. A Europa não é um mercado único</h3>
<p><!-- /wp:heading --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>No encontro <em>Meet the European Festivals</em>, participamos de onze reuniões com representantes de festivais europeus em menos de duas horas.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Foi uma demonstração prática de como showcases também funcionam como infraestrutura de conexão. Alemanha, França, Reino Unido, Holanda e Europa Oriental possuem circuitos diferentes.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Para um artista brasileiro, talvez a pergunta correta não seja como entrar na Europa, mas <strong>em quais cenas é possível construir relações reais e duradouras.</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:heading {"level":3} --></p>
<h3 class="wp-block-heading">5. O Brasil precisa participar das decisões</h3>
<p><!-- /wp:heading --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Nossa música já influencia o mundo, mas presença cultural não significa necessariamente participação nas estruturas internacionais de decisão.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>O Sul Global precisa ocupar esses espaços como produtor, curador, programador, empresário e proprietário de sua criação — não apenas como fornecedor de sons, artistas e dados.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>De Austin ao HackTown, do Web Summit Rio a Hamburgo, encontramos diferentes perspectivas sobre uma transformação em andamento.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:heading --></p>
<h2 class="wp-block-heading">E para onde vai a música?</h2>
<p><!-- /wp:heading --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>O futuro está sendo disputado simultaneamente por artistas, plataformas, governos, festivais, clubes e empresas de tecnologia.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>A grande questão continua sendo quem terá poder, quem será ouvido, quem será remunerado e quem conseguirá continuar criando e circulando. Saímos de Hamburgo com mais perguntas do que respostas.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Para um festival dedicado à descoberta, talvez esse seja exatamente o resultado que procurávamos.</p>
<p><iframe title="Aftermovie | Reeperbahn Festival 2026" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/sVAUJ9hKiZE?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><strong>Próxima parada: Paris. MaMA Music &amp; Convention.</strong></p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p><em>A viagem continua.</em></p>
<p><em> </em></p>
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		<title>Ícone do pós-punk, Gang of Four confirma shows no Brasil em 2027</title>
		<link>https://adrianadebarros.com.br/2026/10/15/icone-do-pos-punk-gang-of-four-confirma-shows-no-brasil-em-2027/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Adriana de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 22:18:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rolês]]></category>
		<category><![CDATA[Música e shows]]></category>
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					<description><![CDATA[Banda se apresenta no dia 13 de março em São Paulo e dia 14 em Curitiba]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/10/250316C-GOF-GROUPS-265-C-scaled-1-1024x717.jpg" alt="Imagem atual: 250316C GOF GROUPS 265 C scaled" style="aspect-ratio:1.428191913288348;width:767px;height:auto"/></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Crédito: Divulgação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Poucas bandas conseguiram redefinir os rumos da música alternativa como o Gang of Four. Formado em Leeds, na Inglaterra, em 1976, o grupo ajudou a criar os alicerces do pós-punk ao unir a energia explosiva do punk rock com grooves inspirados no funk, ritmos do dub e letras afiadas sobre política, poder e consumo. Os brasileiros terão uma nova oportunidade de assistir ao vivo a banda que retorna ao país em março de 2027 para duas apresentações exclusivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A turnê passa por São Paulo, no dia 13 de março, no Cine Joia, e segue para Curitiba, no dia 14 de março, no Cine Lido. Os shows marcam o início da passagem sul-americana da banda, que depois segue para Argentina e Chile. A realização é da Maraty em parceria com a Powerline Music &amp; Books.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os fãs, a notícia tem um sabor especial. Afinal, em 2025, o vocalista Jon King e o baterista Hugo Burnham anunciaram a turnê &#8220;The Long Goodbye&#8221;, apresentada inicialmente como uma despedida dos palcos. O que parecia ser o encerramento definitivo da trajetória do Gang of Four acabou se revelando apenas uma mudança de ritmo. Meses depois, King esclareceu que o grupo estava se despedindo das longas turnês internacionais, e não encerrando as atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado foi uma sobrevida celebrada pelos admiradores da banda e pela crítica. Os shows da turnê de despedida lotaram casas na Europa e na América do Norte, reafirmando a relevância de um catálogo que continua influenciando gerações de músicos quase cinquenta anos após sua estreia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A formação que desembarca no Brasil reúne dois dos pilares originais do grupo: Jon King nos vocais e Hugo Burnham na bateria. Completam a banda Gail Greenwood, conhecida pelo trabalho com Belly e L7, no baixo, e Ted Leo, referência do rock independente norte-americano, na guitarra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Gang of Four continua criativamente ativo. Em abril de 2026, a banda lançou &#8220;NO KINGS HERE!&#8221;, primeira música inédita dessa formação. Produzida por Nick Launay, a faixa reforça a vocação histórica do grupo para comentários políticos contundentes, característica que sempre distinguiu suas composições.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O legado de &#8220;Entertainment!&#8221;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Qualquer conversa sobre o Gang of Four inevitavelmente passa por &#8220;Entertainment!&#8221;, álbum lançado em 1979 e considerado uma das obras fundamentais do pós-punk. O disco apresentou ao mundo uma sonoridade que parecia impossível até então: guitarras cortantes, linhas de baixo dançantes, bateria precisa e letras carregadas de crítica social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de quatro décadas depois, o álbum segue sendo presença constante nas listas dos maiores discos de todos os tempos. Sua influência pode ser percebida em artistas tão diversos quanto R.E.M., Red Hot Chili Peppers, INXS, Nirvana e Rage Against the Machine.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância da banda também encontrou eco no Brasil. Dado Villa-Lobos, da Legião Urbana, já reconheceu a influência direta do guitarrista Andy Gill em sua forma de tocar. O próprio Gill participou, em 2012, das celebrações pelos 30 anos da Legião Urbana em São Paulo, fortalecendo um vínculo que atravessa gerações e fronteiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma influência que continua viva</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se muitos grupos históricos seguem na estrada guiados apenas pela nostalgia, o Gang of Four ocupa um lugar diferente. Sua música permanece contemporânea porque trata de temas que continuam atuais: desigualdade, poder, manipulação econômica e conflitos sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao vivo, a banda mantém a intensidade que a transformou em referência para diferentes gerações de artistas e fãs. As recentes apresentações receberam elogios da crítica especializada, que destacou a energia de Jon King no palco e a força renovada das canções clássicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o público brasileiro, os shows de março de 2027 representam mais do que uma oportunidade de rever uma banda histórica. São a chance de assistir a um dos grupos mais influentes do rock alternativo em plena atividade, reafirmando que algumas despedidas podem ser apenas o começo de um novo capítulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Serviço</em><br>Gang of Four em São Paulo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando:</strong> 13 de março de 2027 (sábado)<br><strong>Onde:</strong> Cine Joia &#8211; Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade, São Paulo/SP<br><strong>Ingressos:</strong> <a href="https://fastix.com.br/events/gang-of-four-em-sao-paulo" data-type="link" data-id="https://fastix.com.br/events/gang-of-four-em-sao-paulo" target="_blank" rel="noopener">já à venda pela Fastix</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gang of Four em Curitiba</strong><br><strong>Quando:</strong> 14 de março de 2027 (domingo)<br><strong>Onde:</strong> Cine Lido &#8211; Rua Desembargador Ermelino de Leão, Centro, Curitiba/PR<br><strong>Ingressos: </strong>vendas a partir de 15 de outubro pela Ticketmaster</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Lenda do jazz rap japonês, Shing02 traz a aclamada turnê &#8220;Luv(sic) Hexalogy&#8221; ao Brasil</title>
		<link>https://adrianadebarros.com.br/2026/10/12/lenda-do-jazz-rap-japones-shing02-traz-a-aclamada-turne-luvsic-hexalogy-ao-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Adriana de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Oct 2026 23:43:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música e shows]]></category>
		<category><![CDATA[Rolês]]></category>
		<category><![CDATA[Cine Joia]]></category>
		<category><![CDATA[Circo Voador]]></category>
		<category><![CDATA[musica]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[shows de hip hop no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[shows internacionais 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Ingressos para o show no Circo Voador (RJ) estão à venda; em São Paulo já esgotaram]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260327_Shing02_163-1024x683.jpg" alt=""/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crédito: Divulgação</strong><br><br><br>O rapper, produtor e ativista japonês Shing02 desembarca no Brasil neste mês de outubro de 2026 com a aguardada turnê &#8220;Luv(sic) Hexalogy Latin America Tour&#8221;. Celebrando uma das obras mais influentes do hip-hop alternativo global, o artista se apresenta acompanhado pelos músicos Spin Master A-1 e Sam Nakamura. Em São Paulo, o show acontece no dia 17 de outubro no Cine Joia e já está com todos os ingressos e <em>meet &amp; greet</em> completamente esgotados.<br><br>Na sequência, o trio desembarca no Rio de Janeiro, onde sobe ao palco do icônico Circo Voador na terça-feira, 20 de outubro, para tocar a histórica antologia musical na íntegra. A noite carioca ainda contará com o show de abertura da banda brasileira de jazz rap e afro groove Mental Abstrato, que também é responsável pelo show de abertura em São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascido em Tóquio e criado entre a Tanzânia e a Inglaterra, Shing02 (Shingo Annen) despontou na cena da Bay Area de São Francisco no início dos anos 90, consolidando-se como uma das vozes mais singulares e profundas do cenário internacional. Formado em Engenharia Elétrica e Ciência da Computação por UC Berkeley, ele funde sua rica bagagem multicultural a rimas intelectuais em uma carreira independente iniciada em 1995, transitando entre o jazz rap, o reggae e sonoridades tradicionais asiáticas.<br><br>Sua sensibilidade e visão humanista ganharam o mundo especialmente na lendária parceria com o falecido produtor japonês Nujabes (1974-2010), imortalizada em &#8220;Battlecry&#8221;, tema do aclamado anime <em>Samurai Champloo,</em> e na cultuada série &#8220;Luv(sic)&#8221;.<br><br>Lançada postumamente pela Hydeout Productions, a hexalogia de seis partes mescla batidas orgânicas de <em>boom bap</em>, samples refinados de <em>soul</em> e jazz latino. O projeto carrega um peso emocional indescritível. Após a trágica morte de Nujabes em 2010, Shing02 dedicou-se a finalizar a obra, chegando a resgatar o arranjo base da faixa &#8220;Grand Finale&#8221; diretamente do celular do produtor. O título traz um jogo de palavras. Ao mesmo tempo em que a pronúncia em inglês soa como <em>lovesick</em> (&#8220;doente de amor&#8221;), o uso do termo latino <em>(sic)</em> entre parênteses indica uma citação mantida intencionalmente com suas imperfeições. Longe dos clichês comerciais, a obra funciona como uma honesta carta de amor dedicada à &#8220;deusa da música&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa busca por cura e conexão espiritual ganha um significado ainda mais profundo no contexto de capítulos específicos, como a célebre &#8220;Luv(sic) Part 2&#8221;. Composta logo após o traumático cenário global do 11 de setembro de 2001, a música canalizou uma onda de angústia coletiva para transformá-la em um manifesto de esperança e resiliência, rimando sobre superar tragédias e abraçar todas as facetas de si mesmo para seguir em frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ingressos para a apresentação inédita no Circo Voador, no Rio de Janeiro,<a href="https://www.eventim.com.br/event/luv-sic-hexalogy-no-circo-voador-circo-voador-22059511/" data-type="link" data-id="https://www.eventim.com.br/event/luv-sic-hexalogy-no-circo-voador-circo-voador-22059511/" target="_blank" rel="noopener"> já estão à venda</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SERVIÇO</strong><br><strong>RIO DE JANEIRO</strong><br><strong>Quando:</strong> 20 de outubro &#8211; Terça-feira, a partir das 19h<br><strong>Onde:</strong> Circo Voador: R. dos Arcos, s/n &#8211; Lapa, Rio de Janeiro/RJ<br>Classificação etária: 18 anos (Maiores de 14 anos entram acompanhados de pais ou responsáveis legais).<br><strong>Vendas online:</strong> Eventim <a href="https://www.eventim.com.br/event/luv-sic-hexalogy-no-circo-voador-circo-voador-22059511/" target="_blank" rel="noopener">https://www.eventim.com.br/event/luv-sic-hexalogy-no-circo-voador-circo-voador-22059511/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Bilheteria Oficial (Sem cobrança de taxa de serviço)</strong>:<br>Local: Bilheteria do <a href="https://www.google.com/search?kgmid=/g/120qwgft" target="_blank" rel="noopener">Circo Voador</a> (R. dos Arcos, s/n &#8211; Lapa, Rio de Janeiro/RJ).<br>Funcionamento: Abre duas horas antes da abertura dos portões nos dias de evento. Ingressos disponíveis para toda a programação.<br><br><strong>SÃO PAULO<br>Quando:</strong> 17 de outubro <strong><br>Onde:</strong> Cine Joia: Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade – São Paulo/SP<br><strong>Ingressos Esgotados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Sesc Pompeia celebra a obra de Moraes Moreira com shows e audição comentada de álbum histórico</title>
		<link>https://adrianadebarros.com.br/2026/09/30/sesc-pompeia-celebra-a-obra-de-moraes-moreira-com-shows-e-audicao-comentada-de-album-historico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Adriana de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 22:36:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música e shows]]></category>
		<category><![CDATA[Rolês]]></category>
		<category><![CDATA[eventos em SP]]></category>
		<category><![CDATA[musica]]></category>
		<category><![CDATA[musica brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[sesc]]></category>
		<category><![CDATA[show]]></category>
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					<description><![CDATA[“Desabafo e Desafio” reúne Davi Moraes, Armandinho, Dadi e Márcia Castro em homenagem ao primeiro disco solo do cantor baiano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/09/m-m-169.-creditos-fotografia-de-aderi-costa-939x1024.webp" alt="A imagem atual não possui texto alternativo. O nome do arquivo é: m-m-169.-creditos-fotografia-de-aderi-costa.webp" style="aspect-ratio:0.9169992835943097;width:566px;height:auto"/></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Crédito: Aderi Costa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Sesc Pompeia recebe, entre os dias 7 e 9 de outubro, a programação especial <strong>“Desabafo e Desafio”</strong>, dedicada à trajetória e ao legado de <strong>Moraes Moreira</strong>, um dos artistas mais inventivos da música brasileira. A iniciativa tem como ponto de partida o álbum <em>Moraes Moreira</em>, lançado em 1975, marco da estreia solo do compositor após sua saída dos Novos Baianos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta reúne músicos que compartilharam momentos importantes da história de Moraes Moreira e artistas que mantêm viva a tradição da música baiana. No palco da Comedoria, nos dias <strong>8 e 9 de outubro, às 21h</strong>, estarão <strong>Davi Moraes</strong>, <strong>Armandinho</strong>, <strong>Dadi</strong>, <strong>Cesinha</strong>, <strong>André Macedo</strong> e <strong>Márcia Castro</strong>, revisitando as canções que ajudaram a consolidar uma nova fase da carreira do compositor.<br><br>Antes dos shows, o público terá a oportunidade de conhecer mais profundamente a história do álbum que inspira o projeto. No dia <strong>7 de outubro, às 19h</strong>, o espaço <strong>Canto e Assovio</strong> recebe uma audição comentada conduzida por <strong>Davi Moraes, Armandinho e Dadi</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o encontro, os músicos ouvirão o disco junto ao público e compartilharão bastidores da produção, curiosidades sobre as gravações, informações sobre os artistas envolvidos e reflexões sobre o contexto cultural da época. A atividade também propõe uma escuta atenta das características musicais do álbum, destacando a forma como o trabalho aproxima gêneros como frevo, samba e rock, além do protagonismo da guitarra baiana em sua construção sonora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que uma homenagem, “Desabafo e Desafio” propõe uma revisita afetiva e histórica a um repertório essencial da música brasileira, aproximando diferentes gerações de artistas e espectadores em torno da obra de um compositor que ajudou a redefinir os caminhos da música popular do país.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um álbum que marcou a música brasileira</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Lançado em 1975, o disco <em>Moraes Moreira</em> representou um momento de transformação na trajetória artística do cantor e compositor baiano. Depois de integrar os Novos Baianos, grupo responsável por um dos capítulos mais importantes da música brasileira, Moraes iniciou uma caminhada individual que ampliou ainda mais seus horizontes criativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O álbum apresenta uma combinação singular de influências, conectando elementos do frevo, do samba, do rock e da música nordestina. Um dos destaques é “Guitarra Baiana”, faixa que faz referência direta ao instrumento que se tornaria símbolo da tradição dos trios elétricos e da identidade musical da Bahia. O repertório também dialoga com referências clássicas da cultura popular brasileira, como a obra de Luiz Gonzaga, revelando a capacidade de Moraes em aproximar diferentes universos musicais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A programação reúne artistas que possuem vínculos profundos com a história de Moraes Moreira. <strong>Davi Moraes</strong>, filho do compositor, leva ao palco não apenas sua experiência como músico, mas também a convivência construída ao lado do pai desde a infância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao seu lado estará <strong>Armandinho</strong>, parceiro de longa data de Moraes Moreira e integrante da histórica banda <strong>A Cor do Som</strong>, que acompanhou diferentes momentos da carreira do compositor. Completa esse núcleo <strong>Dadi</strong>, baixista que integrou a formação original dos Novos Baianos e participou de álbuns fundamentais da música brasileira, como <em>Acabou Chorare</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo ganha ainda a força de <strong>Cesinha</strong>, baterista com passagens por trabalhos de artistas como Caetano Veloso, Marisa Monte, Ivan Lins, Kid Abelha, Marina Lima e Cássia Eller; de <strong>André Macedo</strong>, representante de uma linhagem diretamente conectada ao legado de Armandinho, Dodô e Osmar; e da cantora e violonista <strong>Márcia Castro</strong>, dona de uma sólida carreira autoral construída ao longo de mais de duas décadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"></h2>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>A invenção sonora de Dendê Macêdo</title>
		<link>https://adrianadebarros.com.br/2026/09/27/a-invencao-sonora-de-dende-macedo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Adriana de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2026 15:22:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música e shows]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast e entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[musica]]></category>
		<category><![CDATA[musica independente]]></category>
		<category><![CDATA[musicabaiana]]></category>
		<category><![CDATA[reciclagem]]></category>
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					<description><![CDATA[Assista à entrevista com o artista baiano radicado nos Estados Unidos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/09/dende-1024x826.jpg" alt="A imagem atual não possui texto alternativo. O nome do arquivo é: dende.jpg" style="aspect-ratio:1.2397380315469053;width:588px;height:auto"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Falar da música baiana e da percussão brasileira no cenário global é, inevitavelmente, cruzar o caminho de Dendê Macêdo. O artista baiano radicado nos Estados Unidos tem mais de 30 anos de carreira e uma trajetória que passa por mais de 20 países em quatro continentes, Dendê é muito mais do que um instrumentista. O artista é um verdadeiro guardião das raízes afro-brasileiras e, ao mesmo tempo, um alquimista da inovação sonora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascido no bairro da Federação, em Salvador, o menino que ganhou o apelido de Carlinhos Brown após um ensaio da Timbalada (ficando &#8220;vermelho de vergonha&#8221; e comparado à cor do azeite de dendê) cresceu para se tornar uma referência internacional. Seja liderando sua banda, colaborando com nomes como Gilberto Gil, Marisa Monte, David Byrne e Sepultura, ou ministrando workshops em instituições renomadas como a <em>Juilliard School</em> e o <em>Lincoln Center</em>, ele carrega na baqueta a força de sua formação espiritual como Ogã do Candomblé.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a criatividade de Dendê não para nos tambores tradicionais. Em projetos como o Sons Reciclados, ele transforma lixo urbano — baldes, garrafas, caixas de pizza e pedaços de metal — em instrumentos pulsantes, criando até mesmo o <em>Raw Trash Snare</em>, incorporado à linha oficial da marca <em>Latin Percussion</em>. Além disso, sua parceria com Daniel Belquer no projeto Sintonia explora as fronteiras entre a percussão afro-brasileira, a eletrônica ao vivo e esculturas sonoras imersivas guiadas pela água.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, troquei uma ideia com esse mestre sobre ancestralidade, os desafios de transitar entre a Bahia e os Estados Unidos, o poder transformador da música e os bastidores de sua discografia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assista à entrevista completa:</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Dendê Macêdo e a arte de transformar materiais reciclados em instrumentos musicais" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/GU7GRQOqeOQ?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Instrumento construído por Dendê Macêdo #músicabrasileira #podcast #mistura" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/tBSo1AhRwE4?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>
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		<item>
		<title>O tempo não passa para eles: Sandro Dias e lendas do VERT dão show de skate no Vale do Anhangabau</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adriana de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 03:05:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[Rolês]]></category>
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					<description><![CDATA[Karen Jonz e Allysha Le também estavam presentes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-20-at-23.37.56-1024x723.jpeg" alt="Thiago da Luz / STU"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Crédito: Thiago da Luz / STU</p>



<p class="wp-block-paragraph">O topo do skate mundial parece ser o endereço permanente de Sandro Dias. A mais recente prova disso aconteceu no último sábado (19), no <em>halp pipe</em> instalado no Vale do Anhangabaú, na região central de São Paulo. Dividindo a sessão com um verdadeiro dream team de lendas internacionais, aos 51 anos, o Mineirinho deu um verdadeiro show e provou que a intimidade com o vertical continua intacta. Arrisco dizer que, pelo nível apresentado, se ele decidisse colar em uma etapa do circuito competitivo atual, a briga pelo pódio seria certa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem acompanhou de perto, o espetáculo ganha uma camada ainda mais especial de nostalgia. É emocionante ver onde o Mineirinho chegou quando lembramos dos velhos tempos, lá atrás, quando ele ainda era criança e quebrava tudo nos campeonatos organizados na Prefeitura de Santo André. Muito antes das grandes pistas de hoje em dia, era ali, na base da raça e da dedicação, que nascia uma lenda viva do esporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O STU Superstars fechou a programação do Pro Tour STU em grande estilo. Além de Sandro Dias, estavam Andy Macdonald (53 anos &#8211; EUA), Rune Glifberg (52 anos &#8211; Dinamarca), Mike Frazier (54 anos &#8211; EUA), Karen Jonz (42 anos &#8211; Brasil) e Allysha Le (30 anos &#8211; EUA). Foi a segunda apresentação do grupo, repetindo o sucesso do encontro anterior realizado no início do ano em Porto Alegre. <br><br>Para fechar com chave de ouro, o ápice da apresentação veio quando todos os skatistas invadiram o <em>half</em> ao mesmo tempo, levando a plateia ao delírio no Anhangabaú. Uma comunhão perfeita de gerações e estilos que, sem dúvida, vai ecoar na memória dos apaixonados por skate por um bom tempo.</p>
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		<title>Chuva cancela finais de VERT e Mini Ramp no STU São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adriana de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 02:24:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[Rolês]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos SP]]></category>
		<category><![CDATA[Mini Ramp]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Skate]]></category>
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		<category><![CDATA[STUPRO]]></category>
		<category><![CDATA[Vert]]></category>
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					<description><![CDATA[Título do Vertical fica com Luigi Cini]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="682" src="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Pro-Tour-STU_domingo-1-1024x682-1.jpeg" alt="Pro Tour STU domingo 1 1024x682 1" class="wp-image-1793" style="aspect-ratio:1.501508211373031;width:691px;height:auto" srcset="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Pro-Tour-STU_domingo-1-1024x682-1.jpeg 1024w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Pro-Tour-STU_domingo-1-1024x682-1-300x200.jpeg 300w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Pro-Tour-STU_domingo-1-1024x682-1-768x512.jpeg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Crédito: Pablo Vaz / STU</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O tempo fechou em São Paulo e impediu a final do Pro Tour STU São Paulo. Durante todo domingo (20), uma garoa insistente comprometeu a programação do evento. No entanto, as regras da competição das modalidades Skate Vertical e Mini Ramp Pro Attack definiram o desfecho do campeonato no Vale do Anhangabaú.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No VERT, por ser a última de três etapas realizadas, depois de passar por Porto Alegre (RS) e Brasília (DF), o campeão 2026 já seria mesmo conhecido em São Paulo. Se não pôde ser na pista, foi no regulamento.&nbsp;Todos os finalistas terminam com pontuação de 8º colocado.&nbsp;E como há o descarte da pior etapa de cada skatista do ranking, Luigi Cini, que levou o título na capital gaúcha e o terceiro lugar na capital federal, ficou com o troféu da temporada, com o francês Edouard Damestoy em segundo no geral e Gui Khury, em terceiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o circuito 2026 do Mini Ramp Pro Attack começou em Porto Alegre, seguiu neste fim de semana em São Paulo e terá sua última etapa no Rio de Janeiro, com data ainda a definir. Com a não realização das finais de ambos os gêneros neste domingo, ficou definido que, no masculino, todos os finalistas também terminam na 8ª colocação para termos de pontuação. Já no feminino, ficou valendo o resultado da semifinal da véspera. Sendo assim, Yndiara Asp levou o título da etapa, com Fernanda Galdino e Lua Vicente completando o pódio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SKATE VERTICAL</strong><br>OS FINALISTAS EM SP</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Thomas Augusto (POR)<br>– Gui Khury (BRA)<br>– Diego Takahashi (BRA)<br>– Rony Gomes (BRA)<br>– Victor Ikeda (BRA)<br>– Dan Sabino (BRA)<br>– Collin Graham (USA)<br>– Edouard Damestoy (FRA)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MINI RAMP PRO ATTACK MASCULINO</strong><br>OS FINALISTAS EM SP</p>



<p class="wp-block-paragraph">– Pedro Carvalho<br>– Luiz Francisco<br>– Miguel Leal<br>– Victor Ikeda<br>– Steven Pineiro<br>– André Mariano<br>– Weslley Alves<br>– Fernando Previ</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MINI RAMP PRO ATTACK FEMININO</strong><br>RESULTADO FINAL</p>



<p class="wp-block-paragraph">1ª – Yndiara Asp<br>2ª – Fernanda Galdino<br>3ª – Lua Vicente<br>4ª – Maitê Demantova<br>5ª – Flávia Haraguchi<br>6ª – Marina Lima<br>7ª – Mirella Haraguchi<br>8ª – Dora Varella</p>
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		<title>Peter Hook &#038; The Light anuncia show em São Paulo para 2027 com clássicos do Joy Division</title>
		<link>https://adrianadebarros.com.br/2026/09/16/peter-hook-the-light-anuncia-show-em-sao-paulo-para-2027-com-classicos-do-joy-division/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Adriana de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 14:55:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ingressos começam a ser vendidos nesta sexta (18)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Peter-Hook-6-Credit-Jason-Mooney-819x1024.jpg" alt="Crédito: Jason Mooney
Foto: Divulgação / Peter Hook &amp; The Light" style="aspect-ratio:0.7998135298441899;width:345px;height:auto"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crédito: Jason Mooney</strong><br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O lendário baixista e cofundador do Joy Division e New Order retorna à capital paulista para um show especial. Peter Hook &amp; The Light toca na íntegra os icônicos álbuns Unknown Pleasures e Closer na apresentação marcada para 9 de março de 2027, na Audio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As vendas dos ingressos abrem nesta sexta-feira (18), às 11h, pela <a href="http://www.ticket360.com.br" data-type="link" data-id="http://www.ticket360.com.br" target="_blank" rel="noopener">Ticket360</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa turnê Peter Hook &amp; The Light &#8211; Unknown Pleasures &amp; Closer já passou pela Holanda, Alemanha, Polônia, República Tcheca, Áustria, Croácia, Eslovênia e Bélgica, Austrália e Nova Zelândia, além de 24 datas pelos EUA e Canadá. E segue entre novembro e dezembro de 2027 pelo Reino Unido e pela Irlanda, num total de quase mais 20 shows.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Unknown Pleasures foi lançado em 1979 e sucedido por Closer em 1980, este último teve suas gravações concluídas pouco antes do falecimento de Ian Curtis e foi apresentado logo em seguida. Desde então, os álbuns entraram para a história da música e figuram regularmente no topo das listas de &#8220;Melhores Álbuns de Todos os Tempos&#8221;, tanto na opinião da crítica quanto do público. Eles deram início a um legado que não perde a força, marcado por uma identidade visual que inspirou inúmeras camisetas e por uma produção de Martin Hannett que soa tão precisa e vanguardista hoje quanto na época de seu lançamento; além disso, ambos os álbuns continuam exercendo influência constante sobre praticamente todas as bandas de destaque das últimas quatro décadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como membro fundador tanto do Joy Division quanto do New Order, Peter Hook foi recentemente incluído no prestigiado Rock &amp; Roll Hall of Fame para a turma de 2026, por meio de votação dos fãs de ambas as bandas. Uma cerimônia de premiação será realizada em Los Angeles, em novembro deste ano, para marcar a ocasião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Peter Hook revisitou pela primeira vez o álbum seminal do Joy Division, Unknown Pleasures, em maio de 2010, para um show beneficente comemorativo; desde então, tem dado continuidade a essa iniciativa a cada ano, apresentando os álbuns seguintes do repertório de suas bandas, Joy Division e New Order. Essa dedicação ao seu catálogo já o levou a percorrer obras como Unknow Pleasures, Closer, Still, Movement, Power, Corruption &amp; Lies, Low-Life, Brotherhood, Technique e Republic e os discos Substance e Get Ready. Após realizar extensas turnês com cada um desses álbuns, a banda já acumula um total que se aproxima de 1 mil apresentações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os muitos destaques desde que Peter Hook representou seu repertório a uma legião de públicos ao redor do mundo estão as apresentações em festivais como Benicassim, Primavera Sound, Bestival, Kendal Calling, Victorious, Latitude e Rebellion, além de extensas turnês pela Europa, Reino Unido, China, Japão, Américas do Norte e do Sul, Austrália e Nova Zelândia, recebendo grande aclamação de fãs e crítica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Serviço</strong><br><strong>Show Peter Hook &amp; The Light &#8211; Tocando “Unknown Pleasures” &amp; “Closer”do Joy Division</strong><br><strong>Quando:</strong> 9 de março de 2027 &#8211; terça-feira<br><strong>Onde:</strong> Audio &#8211; Avenida Francisco Matarazzo, 694 &#8211; Água Branca, São Paulo &#8211; SP.<br><strong>Vendas: </strong><a href="http://www.ticket360.com.br" target="_blank" rel="noopener">www.ticket360.com.br</a> &#8211; a partir do dia 18 de setembro de 2026</p>
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		<title>Reeperbahn 2026: 20 artistas e 5 ideias para entender o futuro da música</title>
		<link>https://adrianadebarros.com.br/2026/09/08/reeperbahn-2026-20-artistas-e-5-ideias-para-entender-o-futuro-da-musica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 07:03:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Depois de quatro coberturas do SXSW em Austin e de duas experiências no HackTown, desembarcamos em Hamburgo para ampliar o radar: olhar a música e a tecnologia pela perspectiva europeia, descobrir novas cenas — inclusive do Sul Global — e tentar entender para onde a cultura está indo. Há alguns anos, acompanhar festivais deixou de ser apenas uma forma de descobrir novas bandas. Passou a ser também uma maneira de observar o futuro. Depois da sequência de coberturas do South by Southwest, em Austin, e de duas experiências no HackTown e no Rio WebSummit, no Brasil, fomos percebendo que música, tecnologia, comportamento, mercado e cultura já não podem mais ser observados separadamente. As transformações estão acontecendo ao mesmo tempo. Um novo artista nasce dentro de uma lógica de plataformas. Uma música passa a circular guiada por algoritmos. Ferramentas de inteligência artificial começam a interferir na criação, na produção e até na própria definição de autoria.&#160; Ao mesmo tempo, cenas locais continuam surgindo em garagens, pequenos clubes, periferias, selos independentes e comunidades culturais que muitas vezes operam à margem das grandes estruturas da indústria. É nesse território de tensão entre tecnologia e cultura, globalização e identidade, inovação e sobrevivência artística que temos tentado construir nossa cobertura. E nossa próxima parada será Hamburgo na Alemanha. Entre 16 e 19 de setembro, estaremos no Reeperbahn Festival, um dos principais encontros de música e indústria criativa da Europa, acompanhando shows, debates, novos artistas e algumas das discussões que hoje ajudam a redefinir o mercado musical. Se o SXSW nos permitiu observar essas transformações a partir de um ambiente profundamente influenciado pela tecnologia, pelo mercado e pela cultura dos Estados Unidos, chegar agora à Europa nos oferece a oportunidade de ampliar esse enquadramento. Porque talvez seja justamente aí que esteja a parte mais interessante da experiência. Não se trata de substituir uma visão pela outra, mas de colocar perspectivas diferentes em diálogo. Austin nos mostrou muito sobre plataformas, inovação, inteligência artificial, novos negócios e sobre a velocidade com que a tecnologia americana influencia a cultura global. Hamburgo pode nos ajudar a perceber outros movimentos. A força das políticas culturais europeias. A sobrevivência dos clubes independentes. O papel dos festivais de showcase. As tensões entre concentração de mercado e diversidade. A relação entre tradição e contemporaneidade. A emergência de artistas vindos de outros centros culturais. E, principalmente, como diferentes territórios estão tentando imaginar o futuro da música sem abrir mão de suas próprias identidades. Reeperbahn: a cidade como festival Criado em 2006, o Reeperbahn Festival transformou o bairro de St. Pauli, em Hamburgo, em um dos grandes pontos de encontro da nova música europeia. Durante quatro dias, clubes, teatros, bares, salas de concerto, galerias e espaços culturais passam a funcionar como uma grande rede de descoberta. Não existe exatamente um único palco principal. Existe uma cidade. E talvez essa seja uma das características mais interessantes do festival. Você atravessa Hamburgo caminhando entre shows de artistas conhecidos e apresentações de nomes sobre os quais talvez nunca tenha ouvido falar. No meio do caminho, encontra profissionais de selos, agentes, produtores, jornalistas, artistas, plataformas, startups e pessoas tentando responder, cada uma à sua maneira, à mesma pergunta: para onde a música está indo? Essa também será a pergunta que levaremos conosco. Um radar, não um ranking Com centenas de atrações espalhadas pela programação, qualquer tentativa de acompanhar tudo seria impossível. Então resolvemos fazer aquilo que já fazemos no SXSW: construir um radar próprio. Não necessariamente os maiores artistas.Não necessariamente aqueles com mais streams. Mas artistas que, por razões diferentes, nos parecem representar movimentos interessantes da música contemporânea. Alguns já cruzaram nosso caminho. É o caso da Agatha is Dead!, que encontramos durante nossa cobertura do SXSW 2026 em Austin e que agora reaparece no nosso roteiro em Hamburgo. Essa continuidade nos interessa. Porque acompanhar um artista em diferentes festivais, países e momentos da carreira também ajuda a perceber como essas redes internacionais de showcase funcionam na prática. Ao lado deles, nosso primeiro radar para o Reeperbahn reúne outros 19 nomes. 20 artistas que queremos encontrar em Hamburgo Agatha is Dead! — AlemanhaUm reencontro depois de Austin — e uma boa oportunidade para acompanhar como a trajetória da banda continua atravessando circuitos internacionais de showcases. English Teacher — Reino UnidoUma das bandas mais interessantes da nova geração britânica, transitando entre indie e pós-punk com uma escrita especialmente atenta ao cotidiano. Fat Dog — Reino UnidoPunk, eletrônico, techno, rave e uma energia de palco que parece traduzir perfeitamente uma das mutações mais interessantes da música britânica atual. Dream Wife — Reino Unido/IslândiaPunk, performance, feminismo e atitude. Uma banda que continua lembrando que música pode ser também linguagem política, física e coletiva. Better Joy — Reino UnidoUma das apostas do novo indie britânico e exatamente o tipo de nome que queremos encontrar em um festival de descoberta antes que os palcos fiquem muito maiores. Concrete Vehicles — Reino UnidoPsicodelia, guitarras e ruído a partir de uma abordagem contemporânea para uma tradição que insiste em encontrar novas formas. CULK — ÁustriaArt-rock e pós-punk vindos de Viena, construindo uma música mais sombria, atmosférica e experimental. Das Beat — Alemanha/CanadáNew wave, synthpop, indie e eletrônico conectados à cena berlinense e a uma sensibilidade pop que naturalmente atravessa fronteiras. Die Cigaretten — AlemanhaGarage, proto-punk, wave e indie diretamente de Hamburgo. Um daqueles casos em que estar fisicamente na cidade faz parte da própria experiência de descobrir a banda. Dov’è Liana — ItáliaVindos de Palermo, misturam indie, house, dream-pop e uma construção estética muito própria. Um daqueles projetos que podem entrar no festival como descoberta e sair dele em outra escala. GANNA — Ucrânia/AlemanhaTradição vocal ucraniana, jazz, loops, eletrônica e experimentação convivendo dentro de uma mesma linguagem. Talvez uma das atrações mais simbólicas desta edição. Maryna Krut — UcrâniaA bandura, instrumento tradicional ucraniano, deixa de aparecer como peça histórica e passa a fazer parte de uma música absolutamente contemporânea. Kazdoura — Síria/Líbano/CanadáMúsica árabe, psicodelia, funk, soul e eletrônico. Um projeto nascido entre culturas e que parece]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Depois de quatro coberturas do SXSW em Austin e de duas experiências no HackTown, desembarcamos em Hamburgo para ampliar o radar: olhar a música e a tecnologia pela perspectiva europeia, descobrir novas cenas — inclusive do Sul Global — e tentar entender para onde a cultura está indo.</strong></h3>
</div>



<p class="wp-block-paragraph">Há alguns anos, acompanhar festivais deixou de ser apenas uma forma de descobrir novas bandas. Passou a ser também uma maneira de observar o futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois da sequência de coberturas do South by Southwest, em Austin, e de duas experiências no HackTown e no Rio WebSummit, no Brasil, fomos percebendo que música, tecnologia, comportamento, mercado e cultura já não podem mais ser observados separadamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As transformações estão acontecendo ao mesmo tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um novo artista nasce dentro de uma lógica de plataformas. Uma música passa a circular guiada por algoritmos. Ferramentas de inteligência artificial começam a interferir na criação, na produção e até na própria definição de autoria.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, cenas locais continuam surgindo em garagens, pequenos clubes, periferias, selos independentes e comunidades culturais que muitas vezes operam à margem das grandes estruturas da indústria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse território de tensão entre tecnologia e cultura, globalização e identidade, inovação e sobrevivência artística que temos tentado construir nossa cobertura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E nossa próxima parada será Hamburgo na Alemanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 16 e 19 de setembro, estaremos no Reeperbahn Festival, um dos principais encontros de música e indústria criativa da Europa, acompanhando shows, debates, novos artistas e algumas das discussões que hoje ajudam a redefinir o mercado musical.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o SXSW nos permitiu observar essas transformações a partir de um ambiente profundamente influenciado pela tecnologia, pelo mercado e pela cultura dos Estados Unidos, chegar agora à Europa nos oferece a oportunidade de ampliar esse enquadramento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque talvez seja justamente aí que esteja a parte mais interessante da experiência. Não se trata de substituir uma visão pela outra, mas de colocar perspectivas diferentes em diálogo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Austin nos mostrou muito sobre plataformas, inovação, inteligência artificial, novos negócios e sobre a velocidade com que a tecnologia americana influencia a cultura global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hamburgo pode nos ajudar a perceber outros movimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A força das políticas culturais europeias. A sobrevivência dos clubes independentes. O papel dos festivais de showcase. As tensões entre concentração de mercado e diversidade. A relação entre tradição e contemporaneidade. A emergência de artistas vindos de outros centros culturais. E, principalmente, como diferentes territórios estão tentando imaginar o futuro da música sem abrir mão de suas próprias identidades.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Reeperbahn: a cidade como festival</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Criado em 2006, o Reeperbahn Festival transformou o bairro de St. Pauli, em Hamburgo, em um dos grandes pontos de encontro da nova música europeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante quatro dias, clubes, teatros, bares, salas de concerto, galerias e espaços culturais passam a funcionar como uma grande rede de descoberta. Não existe exatamente um único palco principal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez essa seja uma das características mais interessantes do festival. Você atravessa Hamburgo caminhando entre shows de artistas conhecidos e apresentações de nomes sobre os quais talvez nunca tenha ouvido falar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No meio do caminho, encontra profissionais de selos, agentes, produtores, jornalistas, artistas, plataformas, startups e pessoas tentando responder, cada uma à sua maneira, à mesma pergunta:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>para onde a música está indo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa também será a pergunta que levaremos conosco.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um radar, não um ranking</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com centenas de atrações espalhadas pela programação, qualquer tentativa de acompanhar tudo seria impossível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então resolvemos fazer aquilo que já fazemos no SXSW: construir um radar próprio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não necessariamente os maiores artistas.Não necessariamente aqueles com mais streams.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas artistas que, por razões diferentes, nos parecem representar movimentos interessantes da música contemporânea. Alguns já cruzaram nosso caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o caso da <strong>Agatha is Dead!</strong>, que encontramos durante nossa cobertura do SXSW 2026 em Austin e que agora reaparece no nosso roteiro em Hamburgo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa continuidade nos interessa. Porque acompanhar um artista em diferentes festivais, países e momentos da carreira também ajuda a perceber como essas redes internacionais de showcase funcionam na prática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao lado deles, nosso primeiro radar para o Reeperbahn reúne outros 19 nomes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">20 artistas que queremos encontrar em Hamburgo</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://linktr.ee/agathaisdead" target="_blank" rel="noopener">Agatha is Dead!</a> — Alemanha</strong><br>Um reencontro depois de Austin — e uma boa oportunidade para acompanhar como a trajetória da banda continua atravessando circuitos internacionais de showcases.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.englishteacherband.com/" target="_blank" rel="noopener">English Teacher</a> — Reino Unido</strong><br>Uma das bandas mais interessantes da nova geração britânica, transitando entre indie e pós-punk com uma escrita especialmente atenta ao cotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://fatdogfatdogfatdog.com/" target="_blank" rel="noopener">Fat Dog</a> — Reino Unido</strong><br>Punk, eletrônico, techno, rave e uma energia de palco que parece traduzir perfeitamente uma das mutações mais interessantes da música britânica atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.dreamwife.co/" target="_blank" rel="noopener">Dream Wife</a> — Reino Unido/Islândia</strong><br>Punk, performance, feminismo e atitude. Uma banda que continua lembrando que música pode ser também linguagem política, física e coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://betterjoy.bandcamp.com/" target="_blank" rel="noopener">Better Joy</a> — Reino Unido</strong><br>Uma das apostas do novo indie britânico e exatamente o tipo de nome que queremos encontrar em um festival de descoberta antes que os palcos fiquem muito maiores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://concretevehicles.com/" target="_blank" rel="noopener">Concrete Vehicles</a> — Reino Unido</strong><br>Psicodelia, guitarras e ruído a partir de uma abordagem contemporânea para uma tradição que insiste em encontrar novas formas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://culk.at/" target="_blank" rel="noopener">CULK</a> — Áustria</strong><br>Art-rock e pós-punk vindos de Viena, construindo uma música mais sombria, atmosférica e experimental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://dasbeatofficial.bandcamp.com/" target="_blank" rel="noopener">Das Beat</a> — Alemanha/Canadá</strong><br>New wave, synthpop, indie e eletrônico conectados à cena berlinense e a uma sensibilidade pop que naturalmente atravessa fronteiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://diecigaretten.bandcamp.com/" target="_blank" rel="noopener">Die Cigaretten</a> — Alemanha</strong><br>Garage, proto-punk, wave e indie diretamente de Hamburgo. Um daqueles casos em que estar fisicamente na cidade faz parte da própria experiência de descobrir a banda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://linktr.ee/doveliana" target="_blank" rel="noopener">Dov’è Liana</a> — Itália</strong><br>Vindos de Palermo, misturam indie, house, dream-pop e uma construção estética muito própria. Um daqueles projetos que podem entrar no festival como descoberta e sair dele em outra escala.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://ganna-gryniva.de/" target="_blank" rel="noopener">GANNA</a> — Ucrânia/Alemanha</strong><br>Tradição vocal ucraniana, jazz, loops, eletrônica e experimentação convivendo dentro de uma mesma linguagem. Talvez uma das atrações mais simbólicas desta edição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.riotartists.com/artist-roster/marynakrut/" target="_blank" rel="noopener">Maryna Krut</a> — Ucrânia</strong><br>A bandura, instrumento tradicional ucraniano, deixa de aparecer como peça histórica e passa a fazer parte de uma música absolutamente contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.kazdouramusic.com/" target="_blank" rel="noopener">Kazdoura</a> — Síria/Líbano/Canadá</strong><br>Música árabe, psicodelia, funk, soul e eletrônico. Um projeto nascido entre culturas e que parece existir justamente para mostrar como essas fronteiras podem deixar de fazer sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://thesoapgirls.com/" target="_blank" rel="noopener">The SoapGirls</a> — África do Sul</strong><br>Rock, punk, grunge, atitude DIY e uma trajetória construída longe dos centros tradicionais da indústria — com uma presença de palco que faz parte central da proposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://linktr.ee/wizthemc_" target="_blank" rel="noopener">WizTheMc</a> — África do Sul/Alemanha</strong><br>Hip-hop, pop e R&amp;B construídos entre continentes. Um bom exemplo de como novas carreiras musicais já não precisam obedecer às antigas fronteiras nacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.rcarecords.co.uk/artists/nectar-woode" target="_blank" rel="noopener">Nectar Woode</a> — Reino Unido/Gana</strong><br>Soul, jazz e pop partindo de Londres, mas atravessados pelas raízes musicais ganesas da artista e por uma abordagem muito contemporânea de composição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://linktr.ee/jamaicamoana" target="_blank" rel="noopener">Jamaica Moana</a> — Māori/Samoana, Austrália</strong><br>Hip-hop, R&amp;B, ballroom, eletrônico, ancestralidade e identidade. Um dos exemplos mais interessantes de como referências profundamente locais podem gerar uma linguagem imediatamente contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.instagram.com/enamorimusic/" target="_blank" rel="noopener">ena mori</a> — Filipinas/Japão</strong><br>Art-pop e eletrônico de uma artista filipino-japonesa que faz parte de uma geração asiática cada vez mais presente nos festivais internacionais de descoberta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://chineseamericanbear.com/" target="_blank" rel="noopener">Chinese American Bear</a> — EUA/China</strong><br>Pop bilíngue, psicodelia, indie e referências chinesas se encontrando em uma estética lúdica que parece pertencer exatamente a este momento híbrido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.annavonhausswolff.com/" target="_blank" rel="noopener">Anna von Hausswolff</a> — Suécia</strong><br>Órgão, drone, música experimental e art-rock em uma experiência que provavelmente estará entre os momentos mais intensos de Hamburgo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lista não pretende prever quem será “a próxima grande coisa”. Talvez seja justamente o contrário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um festival de descoberta, interessa menos confirmar aquilo que já conhecemos do que encontrar algo que ainda não sabemos exatamente como nomear.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="333" src="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-07-at-15.08.04-1.jpeg" alt="WhatsApp Image 2026 09 07 at 15.08.04" class="wp-image-1760" srcset="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-07-at-15.08.04-1.jpeg 500w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-07-at-15.08.04-1-300x200.jpeg 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>E o que está acontecendo fora dos palcos?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Reeperbahn não é apenas um festival de shows.É também uma conferência sobre o negócio da música.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E essa talvez seja a outra metade da viagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de acompanhar durante anos no Texas e no Brasil discussões sobre inteligência artificial, plataformas, economia criativa, novos modelos de distribuição e o futuro do trabalho cultural, queremos observar como essas mesmas questões aparecem quando atravessamos o Atlântico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há um eixo particularmente interessante na edição de 2026: <strong>“Forever Legit?”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pergunta é provocativa. A indústria musical, tal como está organizada hoje, ainda é sustentável?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os artistas?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as casas de show?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os pequenos selos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para compositores?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem está fora dos grandes mercados?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para culturas que não falam inglês?</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o que acontece quando inteligência artificial, algoritmos e plataformas passam a ocupar uma parte cada vez maior dessa equação?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cinco discussões estarão especialmente no nosso radar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Música, inteligência artificial e novas tecnologias</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Provavelmente nossa prioridade número um.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma continuação direta das questões que estamos levando também ao HackTown.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O músico virou dataset?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem controla os dados usados para treinar modelos de inteligência artificial?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que acontece com autoria, remuneração e propriedade intelectual?</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, principalmente: a IA será uma ferramenta para ampliar a criatividade ou mais uma camada de concentração dentro da indústria?</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Music beyond the stage</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Outro debate interessante parte de uma pergunta diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qual é o papel do artista além do palco?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contextos de guerra, crise política, transformação social ou perda de referências culturais, música também pode funcionar como memória, resistência e construção de comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A forte presença ucraniana nesta edição torna essa discussão ainda mais relevante.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Keychange, gênero e diversidade estrutural</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Há alguns anos, diversidade deixou de ser apenas uma questão de line-up.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Passou a ser uma discussão sobre estruturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem dirige festivais? Quem trabalha nos estúdios? Quem controla selos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem programa? Quem investe?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem desenvolve tecnologia?</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quem continua ficando fora desses espaços?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho do Keychange transformou o Reeperbahn em um dos lugares centrais desse debate.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. Sync e novos caminhos para a música</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Cinema, séries, publicidade, games e plataformas digitais se tornaram mercados fundamentais para artistas independentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num cenário em que streaming sozinho dificilmente sustenta uma carreira, entender esses caminhos passa a ser uma questão de sobrevivência econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E também há uma pergunta brasileira aí:</p>



<p class="wp-block-paragraph">como artistas do Brasil e do Sul Global entram efetivamente nesse mercado?</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>5. O futuro da música ao vivo</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez uma das questões mais urgentes da Europa neste momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Custos de turnê subindo. Pequenos clubes fechando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ingressos mais caros. Concentração de grandes promotores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Festivais disputando artistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Artistas independentes tentando equilibrar logística, remuneração e público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de tantos anos rodando por clubes, festivais e circuitos independentes, esse é um debate que queremos acompanhar não apenas como imprensa, mas também a partir da experiência prática de quem vive esse ecossistema.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Austin, HackTown, Hamburgo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">É aí que as viagens começam a formar uma espécie de mapa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, Austin nos mostrou uma parte do futuro. O HackTown e a Rio Web Summit nos permitiram discutir essas transformações a partir do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Alemanha acrescentará uma visão com perspectiva de um mercado maduro como a Europa. E talvez o mais importante seja justamente colocar essas três visões lado a lado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque o futuro da música provavelmente não será americano.Nem europeu.Nem asiático. Nem latino-americano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Será resultado da tensão e da colaboração entre todos esses lugares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio é descobrir quem terá voz dentro desse futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem será remunerado. Quem controlará a tecnologia. Quem continuará criando cenas independentes. Quem conseguirá atravessar fronteiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quais culturas serão capazes de participar desse novo ecossistema sem simplesmente serem transformadas em dados, samples ou referências estéticas para plataformas globais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É isso que queremos procurar em Hamburgo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Acompanhe com a gente</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o <strong>Reeperbahn Festival</strong>, nossa cobertura estará dividida em três frentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No <a href="https://www.youtube.com/@Zonacurva?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener"><strong>Zona Curva no YouTube</strong></a>, entrevistas, música, conversas e descobertas direto de Hamburgo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No <a href="https://adrianadebarros.com.br/?utm_source=chatgpt.com"><strong>blog da Adriana de Barros</strong></a>, textos, reflexões e uma leitura mais aprofundada sobre os artistas que encontrarmos pelo caminho, as tendências que atravessam o festival e as transformações culturais que ajudam a explicar o que está acontecendo na música agora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E no <a href="https://www.instagram.com/trenderias/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener"><strong>Instagram do Trenderias</strong></a>, a cobertura mais imediata: bastidores, encontros, vídeos, primeiras impressões e os destaques de cada dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não queremos simplesmente contar quem tocou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Queremos descobrir quem merece ser ouvido, observar o que está surgindo e tentar entender <strong>o que tudo isso significa</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hamburgo é mais uma etapa dessa viagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de <strong>Austin, HackTown e Reeperbahn</strong>, nosso mapa continua se expandindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outubro, a próxima parada será Paris.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MaMA Music &amp; Convention.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas essa é outra história.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E vai ter mais.</strong></p>
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		<title>Hexalogy Tour Brasil &#124; Com Luv(sic) celebrando o encontro entre Nujabes, lo-fi hip-hop, anime e música brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 18:49:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música e shows]]></category>
		<category><![CDATA[anime e hip hop]]></category>
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					<description><![CDATA[Hexalogy tour chega ao Brasil com shows em São Paulo e Rio de Janeiro, celebrando o encontro entre Nujabes, Luv(sic) hip-hop lowfi, anime e música brasileira ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Há algo de volta para casa na chegada de <strong>Luv(sic) ao Brasil</strong> no Tour Hexalogy.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outubro, o rapper japonês <strong>Shing02</strong> sobe aos palcos do <strong>Cine Joia, em São Paulo, no dia 17</strong>, e do <strong>Circo Voador, no Rio de Janeiro, no dia 20</strong>, para apresentar a <em>Luv(sic) Hexalogy</em>, série criada com o produtor japonês <strong>Nujabes</strong> e transformada, ao longo de mais de duas décadas, em uma das obras emblemáticas do encontro entre hip-hop, jazz e cultura japonesa contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As apresentações fazem parte da <strong>Luv(sic) Hexalogy Latin America Tour 2026</strong>, que passa por México, Colômbia, Brasil, Argentina, Chile e Peru.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas há uma razão especial para essa estreia acontecer por aqui: <strong>o Brasil não é apenas um destino da turnê. A música brasileira é parte fundamental da própria construção de Luv(sic).</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Antes do lo-fi hip-hop, Nujabes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nascido <strong>Jun Seba</strong>, em Tóquio, Nujabes desenvolveu uma linguagem particular dentro do hip-hop,. Seus beats misturavam samples, jazz, soul, piano, contrabaixo, sopros e uma sensibilidade melódica incomum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anos depois, parte dessa estética seria reconhecida por uma geração muito mais jovem no chamado <strong>lo-fi hip-hop ou chillhop</strong>. Reduzir Nujabes a “pai do lo-fi”, porém, seria simplificar sua importância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele era essencialmente um <strong>produtor de hip-hop e pesquisador de discos</strong>, interessado em encontrar sons que pudessem ser desmontados e reconstruídos. E nesse universo havia uma presença recorrente: <strong>a música brasileira</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MPB, bossa nova e jazz brasileiro ofereciam exatamente alguns dos elementos que se tornariam característicos de sua música — harmonias sofisticadas, melodias delicadas e uma relação peculiar entre ritmo e melancolia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa influência não é apenas estética. <strong>Ela está nos próprios samples.</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="OMA - Nujabes feat. Shing02 | Luv(sic) Hexalogy | Live Hip-Hop" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/FGOEMvymSIE?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Brasil já estava dentro de Luv(sic)</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A história começou por volta de 2000, quando Nujabes entrou em contato com <strong>Shing02</strong>, rapper nascido em Tóquio, que viveu também na Tanzânia, Inglaterra e Estados Unidos e se aproximou profundamente do hip-hop na cena independente da Bay Area californiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse encontro nasceu <strong>“Luv(sic)”</strong>, lançada em 2001. O que poderia ter sido uma colaboração isolada se transformou em uma conversa musical que atravessaria anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E em <strong>três dos seis capítulos da Hexalogy aparecem gravações brasileiras</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em <strong>“Luv(sic) Part 2”</strong>, Nujabes utiliza <strong>“Qualquer Dia”</strong>, composição de <strong>Ivan Lins e Vitor Martins</strong>, na gravação de <strong>Elis Regina com participação do próprio Ivan Lins</strong>, de 1977.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em <strong>“Luv(sic) Part 3”</strong>, a fonte é <strong>“Tens (Calmaria)”</strong>, composição de <strong>Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza</strong>, na interpretação de <strong>Nana Caymmi</strong>, registrada em 1975.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se trata, portanto, de uma vaga influência brasileira. Nujabes estava <strong>ouvindo, selecionando e transformando gravações brasileiras em matéria-prima para construir seu hip-hop no Japão</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E a conexão reapareceria justamente no capítulo final.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ivan Lins no Grand Finale</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nujabes morreu em fevereiro de 2010, aos 36 anos, após um acidente de trânsito em Tóquio. A Hexalogy ainda não estava concluída.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Shing02 e músicos próximos ao produtor continuaram o projeto. Entre os materiais deixados por Nujabes estava o instrumental que se transformaria em <strong>“Luv(sic) Grand Finale / Part 6”</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nele encontramos novamente o Brasil: <strong>“Choro das Águas”</strong>, composição de <strong>Ivan Lins e Vitor Martins</strong>, gravada por Ivan no álbum <em>Somos Todos Iguais Nesta Noite</em>, de 1977.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Forma-se assim um arco curioso: Ivan Lins está em <em>Part 2</em>, Nana Caymmi em <em>Part 3</em> e Ivan retorna no <em>Grand Finale</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Metade dos seis capítulos de Luv(sic) possui uma conexão direta com fonogramas brasileiros.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">E esse interesse não ficou restrito à Hexalogy. Em outra faixa conhecida de Nujabes, <strong>“Lady Brown”</strong>, com Cise Starr, encontramos um sample atribuído a <strong>“The Shade of the Mango Tree”, de Luiz Bonfá</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil fazia parte da discoteca de Nujabes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando o hip-hop encontrou o anime</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Existe outro elemento fundamental para explicar por que essa música alcançou uma audiência tão ampla: <strong>Samurai Champloo</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lançado em 2004 e dirigido por <strong>Shinichirō Watanabe</strong>, o anime realizou uma combinação improvável e decisiva: colocou o Japão do período Edo, samurais e espadas para conviver com beats, scratches, grafite e referências à cultura hip-hop.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nujabes foi um dos principais nomes de sua trilha sonora. E <strong>“Battlecry”</strong>, produzida por ele e cantada por Shing02, tornou-se o tema de abertura da série.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para muita gente fora do Japão, <em>Samurai Champloo</em> foi a porta de entrada para os dois artistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa ligação permanece especialmente forte porque o público atual de Nujabes <strong>não é formado apenas por quem viveu o hip-hop dos anos 2000</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma geração que chegou depois, através do anime, YouTube, streaming, playlists, games e da explosão mundial do lo-fi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caminho muitas vezes aconteceu ao contrário: do lo-fi ao jazz hip-hop; do jazz hip-hop a Nujabes; de Nujabes a <em>Samurai Champloo</em>; e daí a Shing02 e <em>Luv(sic)</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, seus shows hoje conseguem reunir <strong>fãs de hip-hop, colecionadores de discos e uma geração conectada à cultura anime e ao universo digital japonês</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma celebração, não um tributo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda uma diferença importante na proposta da turnê.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Shing02 não está simplesmente interpretando a obra de alguém que morreu. <strong>Ele faz parte dessa história.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É sua voz e são suas letras nas seis partes de <em>Luv(sic)</em>. É o parceiro que construiu essa obra junto com Nujabes e agora retorna a ela mais de duas décadas depois.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na América Latina, Shing02 estará acompanhado por <strong>Spin Master A-1</strong>, DJ, produtor e turntablist com quem mantém uma longa parceria, e pelo guitarrista <strong>Sam Nakamura</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A formação também ajuda a transportar para o palco algo essencial à estética de Nujabes: o encontro entre <strong>DJ e músico, beat e instrumento, sample e performance ao vivo</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Finalmente, Brasil</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">É por tudo isso que os shows de outubro representam mais do que duas apresentações internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No palco estarão se encontrando o hip-hop independente da Califórnia, a cultura dos DJs de Tóquio, o jazz, <em>Samurai Champloo</em>, a cultura anime e uma nova geração que descobriu tudo isso pela internet.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas também estarão <strong>Ivan Lins, Elis Regina, Nana Caymmi e, em sentido mais amplo, a enorme tradição da música brasileira que alimentou a pesquisa sonora de Nujabes</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de <em>Luv(sic)</em> chegar ao Brasil, portanto, <strong>o Brasil já estava dentro de Luv(sic)</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Discos brasileiros atravessaram oceanos, chegaram às mãos de um produtor em Tóquio, foram recortados e transformados em hip-hop e voltaram a circular pelo planeta através de vinil, anime, internet e streaming.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora esse percurso se completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mais de vinte anos depois, Luv(sic) chega pela primeira vez aos palcos brasileiros celebrando justamente aquilo que sempre esteve no centro da obra de Nujabes: o encontro entre culturas que parecem distantes, mas descobrem na música uma linguagem comum.</strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Serviço</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>LUV(SIC) HEXALOGY LATIN AMERICA TOUR 2026</strong><strong><br></strong> Shing02 + Spin Master A-1 + Sam Nakamura</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://shotgun.live/pt-br/events/luvsichexalogylatinamerica2026" target="_blank" data-type="link" data-id="https://shotgun.live/pt-br/events/luvsichexalogylatinamerica2026" rel="noreferrer noopener"><strong>São Paulo<br></strong>17 de outubro de 2026 — Cine Joia<br>Ingressos: Shotgun<br>Comprar ingressos — São Paulo⁠</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.eventim.com.br/event/luv-sic-hexalogy-no-circo-voador-circo-voador-22059511/" target="_blank" data-type="link" data-id="https://www.eventim.com.br/event/luv-sic-hexalogy-no-circo-voador-circo-voador-22059511/" rel="noreferrer noopener"><strong>Rio de Janeiro<br></strong>20 de outubro de 2026 — Circo Voador<br>Ingressos: Eventim<br>Comprar ingressos — Rio de Janeiro⁠</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fontes para referência e checagem:</strong> Discografia Brasileira e IMMuB para discografia, autoria e músicos brasileiros; MusicBrainz para créditos de <em>Modal Soul</em>; entrevista de Shing02 à Bandwagon Asia (2026) para a história e legado de <em>Luv(sic)</em>; KQED para a relação Nujabes–Shing02; além de catálogos japoneses especializados em hip-hop e vinil para a identificação dos samples.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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