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	<title>punk &#8211; Adriana de Barros</title>
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	<description>Jornalista - Rolezeira</description>
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	<title>punk &#8211; Adriana de Barros</title>
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		<title>Reeperbahn 2026: 20 artistas e 5 ideias para entender o futuro da música</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 07:03:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Depois de quatro coberturas do SXSW em Austin e de duas experiências no HackTown, desembarcamos em Hamburgo para ampliar o radar: olhar a música e a tecnologia pela perspectiva europeia, descobrir novas cenas — inclusive do Sul Global — e tentar entender para onde a cultura está indo. Há alguns anos, acompanhar festivais deixou de ser apenas uma forma de descobrir novas bandas. Passou a ser também uma maneira de observar o futuro. Depois da sequência de coberturas do South by Southwest, em Austin, e de duas experiências no HackTown e no Rio WebSummit, no Brasil, fomos percebendo que música, tecnologia, comportamento, mercado e cultura já não podem mais ser observados separadamente. As transformações estão acontecendo ao mesmo tempo. Um novo artista nasce dentro de uma lógica de plataformas. Uma música passa a circular guiada por algoritmos. 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Se o SXSW nos permitiu observar essas transformações a partir de um ambiente profundamente influenciado pela tecnologia, pelo mercado e pela cultura dos Estados Unidos, chegar agora à Europa nos oferece a oportunidade de ampliar esse enquadramento. Porque talvez seja justamente aí que esteja a parte mais interessante da experiência. Não se trata de substituir uma visão pela outra, mas de colocar perspectivas diferentes em diálogo. Austin nos mostrou muito sobre plataformas, inovação, inteligência artificial, novos negócios e sobre a velocidade com que a tecnologia americana influencia a cultura global. Hamburgo pode nos ajudar a perceber outros movimentos. A força das políticas culturais europeias. A sobrevivência dos clubes independentes. O papel dos festivais de showcase. As tensões entre concentração de mercado e diversidade. A relação entre tradição e contemporaneidade. A emergência de artistas vindos de outros centros culturais. E, principalmente, como diferentes territórios estão tentando imaginar o futuro da música sem abrir mão de suas próprias identidades. Reeperbahn: a cidade como festival Criado em 2006, o Reeperbahn Festival transformou o bairro de St. Pauli, em Hamburgo, em um dos grandes pontos de encontro da nova música europeia. Durante quatro dias, clubes, teatros, bares, salas de concerto, galerias e espaços culturais passam a funcionar como uma grande rede de descoberta. Não existe exatamente um único palco principal. Existe uma cidade. E talvez essa seja uma das características mais interessantes do festival. Você atravessa Hamburgo caminhando entre shows de artistas conhecidos e apresentações de nomes sobre os quais talvez nunca tenha ouvido falar. No meio do caminho, encontra profissionais de selos, agentes, produtores, jornalistas, artistas, plataformas, startups e pessoas tentando responder, cada uma à sua maneira, à mesma pergunta: para onde a música está indo? Essa também será a pergunta que levaremos conosco. Um radar, não um ranking Com centenas de atrações espalhadas pela programação, qualquer tentativa de acompanhar tudo seria impossível. Então resolvemos fazer aquilo que já fazemos no SXSW: construir um radar próprio. Não necessariamente os maiores artistas.Não necessariamente aqueles com mais streams. Mas artistas que, por razões diferentes, nos parecem representar movimentos interessantes da música contemporânea. Alguns já cruzaram nosso caminho. É o caso da Agatha is Dead!, que encontramos durante nossa cobertura do SXSW 2026 em Austin e que agora reaparece no nosso roteiro em Hamburgo. Essa continuidade nos interessa. Porque acompanhar um artista em diferentes festivais, países e momentos da carreira também ajuda a perceber como essas redes internacionais de showcase funcionam na prática. Ao lado deles, nosso primeiro radar para o Reeperbahn reúne outros 19 nomes. 20 artistas que queremos encontrar em Hamburgo Agatha is Dead! — AlemanhaUm reencontro depois de Austin — e uma boa oportunidade para acompanhar como a trajetória da banda continua atravessando circuitos internacionais de showcases. English Teacher — Reino UnidoUma das bandas mais interessantes da nova geração britânica, transitando entre indie e pós-punk com uma escrita especialmente atenta ao cotidiano. Fat Dog — Reino UnidoPunk, eletrônico, techno, rave e uma energia de palco que parece traduzir perfeitamente uma das mutações mais interessantes da música britânica atual. Dream Wife — Reino Unido/IslândiaPunk, performance, feminismo e atitude. Uma banda que continua lembrando que música pode ser também linguagem política, física e coletiva. Better Joy — Reino UnidoUma das apostas do novo indie britânico e exatamente o tipo de nome que queremos encontrar em um festival de descoberta antes que os palcos fiquem muito maiores. Concrete Vehicles — Reino UnidoPsicodelia, guitarras e ruído a partir de uma abordagem contemporânea para uma tradição que insiste em encontrar novas formas. CULK — ÁustriaArt-rock e pós-punk vindos de Viena, construindo uma música mais sombria, atmosférica e experimental. Das Beat — Alemanha/CanadáNew wave, synthpop, indie e eletrônico conectados à cena berlinense e a uma sensibilidade pop que naturalmente atravessa fronteiras. Die Cigaretten — AlemanhaGarage, proto-punk, wave e indie diretamente de Hamburgo. Um daqueles casos em que estar fisicamente na cidade faz parte da própria experiência de descobrir a banda. Dov’è Liana — ItáliaVindos de Palermo, misturam indie, house, dream-pop e uma construção estética muito própria. Um daqueles projetos que podem entrar no festival como descoberta e sair dele em outra escala. GANNA — Ucrânia/AlemanhaTradição vocal ucraniana, jazz, loops, eletrônica e experimentação convivendo dentro de uma mesma linguagem. Talvez uma das atrações mais simbólicas desta edição. Maryna Krut — UcrâniaA bandura, instrumento tradicional ucraniano, deixa de aparecer como peça histórica e passa a fazer parte de uma música absolutamente contemporânea. Kazdoura — Síria/Líbano/CanadáMúsica árabe, psicodelia, funk, soul e eletrônico. Um projeto nascido entre culturas e que parece]]></description>
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Depois de quatro coberturas do SXSW em Austin e de duas experiências no HackTown, desembarcamos em Hamburgo para ampliar o radar: olhar a música e a tecnologia pela perspectiva europeia, descobrir novas cenas — inclusive do Sul Global — e tentar entender para onde a cultura está indo.</strong></h3>
</div>



<p class="wp-block-paragraph">Há alguns anos, acompanhar festivais deixou de ser apenas uma forma de descobrir novas bandas. Passou a ser também uma maneira de observar o futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois da sequência de coberturas do South by Southwest, em Austin, e de duas experiências no HackTown e no Rio WebSummit, no Brasil, fomos percebendo que música, tecnologia, comportamento, mercado e cultura já não podem mais ser observados separadamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As transformações estão acontecendo ao mesmo tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um novo artista nasce dentro de uma lógica de plataformas. Uma música passa a circular guiada por algoritmos. Ferramentas de inteligência artificial começam a interferir na criação, na produção e até na própria definição de autoria.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, cenas locais continuam surgindo em garagens, pequenos clubes, periferias, selos independentes e comunidades culturais que muitas vezes operam à margem das grandes estruturas da indústria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse território de tensão entre tecnologia e cultura, globalização e identidade, inovação e sobrevivência artística que temos tentado construir nossa cobertura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E nossa próxima parada será Hamburgo na Alemanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 16 e 19 de setembro, estaremos no Reeperbahn Festival, um dos principais encontros de música e indústria criativa da Europa, acompanhando shows, debates, novos artistas e algumas das discussões que hoje ajudam a redefinir o mercado musical.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o SXSW nos permitiu observar essas transformações a partir de um ambiente profundamente influenciado pela tecnologia, pelo mercado e pela cultura dos Estados Unidos, chegar agora à Europa nos oferece a oportunidade de ampliar esse enquadramento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque talvez seja justamente aí que esteja a parte mais interessante da experiência. Não se trata de substituir uma visão pela outra, mas de colocar perspectivas diferentes em diálogo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Austin nos mostrou muito sobre plataformas, inovação, inteligência artificial, novos negócios e sobre a velocidade com que a tecnologia americana influencia a cultura global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hamburgo pode nos ajudar a perceber outros movimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A força das políticas culturais europeias. A sobrevivência dos clubes independentes. O papel dos festivais de showcase. As tensões entre concentração de mercado e diversidade. A relação entre tradição e contemporaneidade. A emergência de artistas vindos de outros centros culturais. E, principalmente, como diferentes territórios estão tentando imaginar o futuro da música sem abrir mão de suas próprias identidades.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Reeperbahn: a cidade como festival</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Criado em 2006, o Reeperbahn Festival transformou o bairro de St. Pauli, em Hamburgo, em um dos grandes pontos de encontro da nova música europeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante quatro dias, clubes, teatros, bares, salas de concerto, galerias e espaços culturais passam a funcionar como uma grande rede de descoberta. Não existe exatamente um único palco principal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez essa seja uma das características mais interessantes do festival. Você atravessa Hamburgo caminhando entre shows de artistas conhecidos e apresentações de nomes sobre os quais talvez nunca tenha ouvido falar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No meio do caminho, encontra profissionais de selos, agentes, produtores, jornalistas, artistas, plataformas, startups e pessoas tentando responder, cada uma à sua maneira, à mesma pergunta:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>para onde a música está indo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa também será a pergunta que levaremos conosco.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um radar, não um ranking</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com centenas de atrações espalhadas pela programação, qualquer tentativa de acompanhar tudo seria impossível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então resolvemos fazer aquilo que já fazemos no SXSW: construir um radar próprio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não necessariamente os maiores artistas.Não necessariamente aqueles com mais streams.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas artistas que, por razões diferentes, nos parecem representar movimentos interessantes da música contemporânea. Alguns já cruzaram nosso caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o caso da <strong>Agatha is Dead!</strong>, que encontramos durante nossa cobertura do SXSW 2026 em Austin e que agora reaparece no nosso roteiro em Hamburgo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa continuidade nos interessa. Porque acompanhar um artista em diferentes festivais, países e momentos da carreira também ajuda a perceber como essas redes internacionais de showcase funcionam na prática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao lado deles, nosso primeiro radar para o Reeperbahn reúne outros 19 nomes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">20 artistas que queremos encontrar em Hamburgo</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://linktr.ee/agathaisdead" target="_blank" rel="noopener">Agatha is Dead!</a> — Alemanha</strong><br>Um reencontro depois de Austin — e uma boa oportunidade para acompanhar como a trajetória da banda continua atravessando circuitos internacionais de showcases.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.englishteacherband.com/" target="_blank" rel="noopener">English Teacher</a> — Reino Unido</strong><br>Uma das bandas mais interessantes da nova geração britânica, transitando entre indie e pós-punk com uma escrita especialmente atenta ao cotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://fatdogfatdogfatdog.com/" target="_blank" rel="noopener">Fat Dog</a> — Reino Unido</strong><br>Punk, eletrônico, techno, rave e uma energia de palco que parece traduzir perfeitamente uma das mutações mais interessantes da música britânica atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.dreamwife.co/" target="_blank" rel="noopener">Dream Wife</a> — Reino Unido/Islândia</strong><br>Punk, performance, feminismo e atitude. Uma banda que continua lembrando que música pode ser também linguagem política, física e coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://betterjoy.bandcamp.com/" target="_blank" rel="noopener">Better Joy</a> — Reino Unido</strong><br>Uma das apostas do novo indie britânico e exatamente o tipo de nome que queremos encontrar em um festival de descoberta antes que os palcos fiquem muito maiores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://concretevehicles.com/" target="_blank" rel="noopener">Concrete Vehicles</a> — Reino Unido</strong><br>Psicodelia, guitarras e ruído a partir de uma abordagem contemporânea para uma tradição que insiste em encontrar novas formas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://culk.at/" target="_blank" rel="noopener">CULK</a> — Áustria</strong><br>Art-rock e pós-punk vindos de Viena, construindo uma música mais sombria, atmosférica e experimental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://dasbeatofficial.bandcamp.com/" target="_blank" rel="noopener">Das Beat</a> — Alemanha/Canadá</strong><br>New wave, synthpop, indie e eletrônico conectados à cena berlinense e a uma sensibilidade pop que naturalmente atravessa fronteiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://diecigaretten.bandcamp.com/" target="_blank" rel="noopener">Die Cigaretten</a> — Alemanha</strong><br>Garage, proto-punk, wave e indie diretamente de Hamburgo. Um daqueles casos em que estar fisicamente na cidade faz parte da própria experiência de descobrir a banda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://linktr.ee/doveliana" target="_blank" rel="noopener">Dov’è Liana</a> — Itália</strong><br>Vindos de Palermo, misturam indie, house, dream-pop e uma construção estética muito própria. Um daqueles projetos que podem entrar no festival como descoberta e sair dele em outra escala.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://ganna-gryniva.de/" target="_blank" rel="noopener">GANNA</a> — Ucrânia/Alemanha</strong><br>Tradição vocal ucraniana, jazz, loops, eletrônica e experimentação convivendo dentro de uma mesma linguagem. Talvez uma das atrações mais simbólicas desta edição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.riotartists.com/artist-roster/marynakrut/" target="_blank" rel="noopener">Maryna Krut</a> — Ucrânia</strong><br>A bandura, instrumento tradicional ucraniano, deixa de aparecer como peça histórica e passa a fazer parte de uma música absolutamente contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.kazdouramusic.com/" target="_blank" rel="noopener">Kazdoura</a> — Síria/Líbano/Canadá</strong><br>Música árabe, psicodelia, funk, soul e eletrônico. Um projeto nascido entre culturas e que parece existir justamente para mostrar como essas fronteiras podem deixar de fazer sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://thesoapgirls.com/" target="_blank" rel="noopener">The SoapGirls</a> — África do Sul</strong><br>Rock, punk, grunge, atitude DIY e uma trajetória construída longe dos centros tradicionais da indústria — com uma presença de palco que faz parte central da proposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://linktr.ee/wizthemc_" target="_blank" rel="noopener">WizTheMc</a> — África do Sul/Alemanha</strong><br>Hip-hop, pop e R&amp;B construídos entre continentes. Um bom exemplo de como novas carreiras musicais já não precisam obedecer às antigas fronteiras nacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.rcarecords.co.uk/artists/nectar-woode" target="_blank" rel="noopener">Nectar Woode</a> — Reino Unido/Gana</strong><br>Soul, jazz e pop partindo de Londres, mas atravessados pelas raízes musicais ganesas da artista e por uma abordagem muito contemporânea de composição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://linktr.ee/jamaicamoana" target="_blank" rel="noopener">Jamaica Moana</a> — Māori/Samoana, Austrália</strong><br>Hip-hop, R&amp;B, ballroom, eletrônico, ancestralidade e identidade. Um dos exemplos mais interessantes de como referências profundamente locais podem gerar uma linguagem imediatamente contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.instagram.com/enamorimusic/" target="_blank" rel="noopener">ena mori</a> — Filipinas/Japão</strong><br>Art-pop e eletrônico de uma artista filipino-japonesa que faz parte de uma geração asiática cada vez mais presente nos festivais internacionais de descoberta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://chineseamericanbear.com/" target="_blank" rel="noopener">Chinese American Bear</a> — EUA/China</strong><br>Pop bilíngue, psicodelia, indie e referências chinesas se encontrando em uma estética lúdica que parece pertencer exatamente a este momento híbrido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.annavonhausswolff.com/" target="_blank" rel="noopener">Anna von Hausswolff</a> — Suécia</strong><br>Órgão, drone, música experimental e art-rock em uma experiência que provavelmente estará entre os momentos mais intensos de Hamburgo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lista não pretende prever quem será “a próxima grande coisa”. Talvez seja justamente o contrário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um festival de descoberta, interessa menos confirmar aquilo que já conhecemos do que encontrar algo que ainda não sabemos exatamente como nomear.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full"><img decoding="async" width="500" height="333" src="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-07-at-15.08.04-1.jpeg" alt="WhatsApp Image 2026 09 07 at 15.08.04" class="wp-image-1760" srcset="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-07-at-15.08.04-1.jpeg 500w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-07-at-15.08.04-1-300x200.jpeg 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>E o que está acontecendo fora dos palcos?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Reeperbahn não é apenas um festival de shows.É também uma conferência sobre o negócio da música.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E essa talvez seja a outra metade da viagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de acompanhar durante anos no Texas e no Brasil discussões sobre inteligência artificial, plataformas, economia criativa, novos modelos de distribuição e o futuro do trabalho cultural, queremos observar como essas mesmas questões aparecem quando atravessamos o Atlântico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há um eixo particularmente interessante na edição de 2026: <strong>“Forever Legit?”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pergunta é provocativa. A indústria musical, tal como está organizada hoje, ainda é sustentável?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os artistas?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as casas de show?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os pequenos selos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para compositores?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem está fora dos grandes mercados?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para culturas que não falam inglês?</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o que acontece quando inteligência artificial, algoritmos e plataformas passam a ocupar uma parte cada vez maior dessa equação?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cinco discussões estarão especialmente no nosso radar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Música, inteligência artificial e novas tecnologias</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Provavelmente nossa prioridade número um.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma continuação direta das questões que estamos levando também ao HackTown.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O músico virou dataset?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem controla os dados usados para treinar modelos de inteligência artificial?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que acontece com autoria, remuneração e propriedade intelectual?</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, principalmente: a IA será uma ferramenta para ampliar a criatividade ou mais uma camada de concentração dentro da indústria?</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Music beyond the stage</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Outro debate interessante parte de uma pergunta diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qual é o papel do artista além do palco?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contextos de guerra, crise política, transformação social ou perda de referências culturais, música também pode funcionar como memória, resistência e construção de comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A forte presença ucraniana nesta edição torna essa discussão ainda mais relevante.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Keychange, gênero e diversidade estrutural</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Há alguns anos, diversidade deixou de ser apenas uma questão de line-up.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Passou a ser uma discussão sobre estruturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem dirige festivais? Quem trabalha nos estúdios? Quem controla selos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem programa? Quem investe?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem desenvolve tecnologia?</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quem continua ficando fora desses espaços?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho do Keychange transformou o Reeperbahn em um dos lugares centrais desse debate.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. Sync e novos caminhos para a música</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Cinema, séries, publicidade, games e plataformas digitais se tornaram mercados fundamentais para artistas independentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num cenário em que streaming sozinho dificilmente sustenta uma carreira, entender esses caminhos passa a ser uma questão de sobrevivência econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E também há uma pergunta brasileira aí:</p>



<p class="wp-block-paragraph">como artistas do Brasil e do Sul Global entram efetivamente nesse mercado?</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>5. O futuro da música ao vivo</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez uma das questões mais urgentes da Europa neste momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Custos de turnê subindo. Pequenos clubes fechando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ingressos mais caros. Concentração de grandes promotores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Festivais disputando artistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Artistas independentes tentando equilibrar logística, remuneração e público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de tantos anos rodando por clubes, festivais e circuitos independentes, esse é um debate que queremos acompanhar não apenas como imprensa, mas também a partir da experiência prática de quem vive esse ecossistema.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Austin, HackTown, Hamburgo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">É aí que as viagens começam a formar uma espécie de mapa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, Austin nos mostrou uma parte do futuro. O HackTown e a Rio Web Summit nos permitiram discutir essas transformações a partir do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Alemanha acrescentará uma visão com perspectiva de um mercado maduro como a Europa. E talvez o mais importante seja justamente colocar essas três visões lado a lado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque o futuro da música provavelmente não será americano.Nem europeu.Nem asiático. Nem latino-americano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Será resultado da tensão e da colaboração entre todos esses lugares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio é descobrir quem terá voz dentro desse futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem será remunerado. Quem controlará a tecnologia. Quem continuará criando cenas independentes. Quem conseguirá atravessar fronteiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quais culturas serão capazes de participar desse novo ecossistema sem simplesmente serem transformadas em dados, samples ou referências estéticas para plataformas globais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É isso que queremos procurar em Hamburgo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Acompanhe com a gente</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o <strong>Reeperbahn Festival</strong>, nossa cobertura estará dividida em três frentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No <a href="https://www.youtube.com/@Zonacurva?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener"><strong>Zona Curva no YouTube</strong></a>, entrevistas, música, conversas e descobertas direto de Hamburgo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No <a href="https://adrianadebarros.com.br/?utm_source=chatgpt.com"><strong>blog da Adriana de Barros</strong></a>, textos, reflexões e uma leitura mais aprofundada sobre os artistas que encontrarmos pelo caminho, as tendências que atravessam o festival e as transformações culturais que ajudam a explicar o que está acontecendo na música agora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E no <a href="https://www.instagram.com/trenderias/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener"><strong>Instagram do Trenderias</strong></a>, a cobertura mais imediata: bastidores, encontros, vídeos, primeiras impressões e os destaques de cada dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não queremos simplesmente contar quem tocou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Queremos descobrir quem merece ser ouvido, observar o que está surgindo e tentar entender <strong>o que tudo isso significa</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hamburgo é mais uma etapa dessa viagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de <strong>Austin, HackTown e Reeperbahn</strong>, nosso mapa continua se expandindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outubro, a próxima parada será Paris.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MaMA Music &amp; Convention.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas essa é outra história.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E vai ter mais.</strong></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Buddy Holly: o primeiro punk antes do punk</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 16:55:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[Buddy Holly]]></category>
		<category><![CDATA[Buddy Holly punk rock]]></category>
		<category><![CDATA[O primeiro punk]]></category>
		<category><![CDATA[Peggy Sue Buddy Holly]]></category>
		<category><![CDATA[pioneiro do rock]]></category>
		<category><![CDATA[pioneiro punk]]></category>
		<category><![CDATA[punk]]></category>
		<category><![CDATA[punk rock]]></category>
		<category><![CDATA[rock]]></category>
		<category><![CDATA[rockabilly]]></category>
		<category><![CDATA[The Crickets]]></category>
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					<description><![CDATA[Buddy Holly o primeiro rockeio punk &#124; Pioneiro do Rock dos anos 50, desafiou a sociedade e as gravadores, merecendo ser reconhecido pelo espírito do faça você mesmo, antecipando o punk rock em décadas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading"><strong>Antes dos Ramones, dos fanzines e dos selos independentes, um garoto de óculos no Texas já escrevia as próprias músicas, montava sua banda, enfrentava gravadoras e gravava dentro de casa.</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Buddy_Holly" data-type="link" data-id="https://pt.wikipedia.org/wiki/Buddy_Holly" target="_blank" rel="noopener">Buddy Holly</a></strong> não tinha moicano, jaqueta de couro ou amplificador destruído. Não gritava contra a monarquia nem tocava com a violência dos Stooges. Musicalmente, era um filho do country, do <em>rhythm and blues</em> e do primeiro <em>rock and roll</em>. Ainda assim, existe um bom argumento para reconhecê-lo como o primeiro <em>punk rocker</em> da história.</p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="823" height="1024" src="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/07/buddy-holly-823x1024.jpeg" alt="buddy holly" class="wp-image-1629 size-full" srcset="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/07/buddy-holly-823x1024.jpeg 823w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/07/buddy-holly-241x300.jpeg 241w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/07/buddy-holly-768x956.jpeg 768w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/07/buddy-holly.jpeg 1148w" sizes="(max-width: 823px) 100vw, 823px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, existe um bom argumento para reconhecê-lo como <strong>o primeiro punk rocker da história</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não porque tenha inventado o punk como gênero, mas porque antecipou sua ética: </p>



<ul class="wp-block-list">
<li>viveu intensamento o faça você mesmo (D.I.Y),&nbsp;</li>



<li>transformou suas limitações em identidade,&nbsp;</li>



<li>escreveu e arranjou suas próprias músicas,&nbsp;</li>



<li>formou sua própria banda e não esperou que a indústria compreendesse o que estava tentando criar.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A raiz da música negra americana através de nomes como <strong>Sister Rosetta Tharpe, Big Joe Turner, Louis Jordan, Ike Turner </strong>e muitos outros, foi a gênese do Rock. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É inegável que <strong>Elvis </strong>inventou o conceito de <strong>rock star. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Já Buddy Holly, por sua vez, inventou a banda de garagem — e talvez, sem saber, tenha sido o primeiro punk rocker.</strong></p>
</div></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O garoto que Nashville não conseguiu domesticar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando chegou à gravadora Decca, Buddy Holly foi tratado como mais um jovem cantor country. Nashville tentou enquadrá-lo, escolher sua sonoridade e controlar as sessões.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira versão de “<strong>That’ll Be the Day</strong>”, gravada em 1956, passou por dezenove tomadas e terminou rejeitada pelo produtor Owen Bradley. Holly, entretanto, acreditava na música. Quando seu contrato não foi renovado, não abandonou a canção nem esperou que outro executivo lhe desse razão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reuniu seus companheiros, atravessou a estrada até o estúdio independente de Norman Petty, em Clovis, no Novo México, e gravou novamente “That’ll Be the Day”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova versão era mais rápida, mais seca e muito mais próxima do som que ele imaginava. Foi registrada em apenas duas tomadas e se tornou seu primeiro grande sucesso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A indústria havia dito que a música não funcionava. Holly simplesmente ignorou e fez do jeito dele. (<a href="https://www.loc.gov/static/programs/national-recording-preservation-board/documents/ThatllBeTheDay.pdf?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">The Library of Congress</a>)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este talvez seja o primeiro grande gesto punk do rock: <strong>não aceitar que o fracasso imposto por uma gravadora seja o fim da história</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes dos selos independentes e dos compactos prensados em pequenas tiragens, Buddy Holly já entendia que autonomia não era uma teoria política. Era hora de ser prático, encontrar outro estúdio e gravar novamente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os Crickets: a banda como célula independente</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="562" src="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Buddy-Holly-the-Crickets.jpg" alt="Buddy Holly &amp; the Crickets" class="wp-image-1626" srcset="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Buddy-Holly-the-Crickets.jpg 1000w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Buddy-Holly-the-Crickets-300x169.jpg 300w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Buddy-Holly-the-Crickets-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Buddy Holly &amp; The Crickets</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Até então, a indústria costumava construir o espetáculo em torno de um cantor. Os músicos que o acompanhavam eram frequentemente contratados, substituíveis e quase invisíveis. Holly ajudou a mudar essa lógica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A formação clássica dos Crickets reunia <strong>Buddy Holly</strong> na voz e guitarra, <strong>Jerry Allison</strong> na bateria, <strong>Joe B. Mauldin</strong> no baixo e <strong>Niki Sullivan</strong> na guitarra base.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais que uma banda de apoio, eles funcionavam como uma unidade criativa: Allison coescreveu “That’ll Be the Day” e “Peggy Sue”, enquanto o grupo consolidou a formação de guitarras, baixo e bateria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Rock &amp; Roll Hall of Fame considera essa formação o modelo que inspiraria milhares de bandas de garagem. (<a href="https://rockhall.com/inductees/crickets/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">Rock Hall</a>)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A influência sobre os Beatles foi decisiva. Até o nome “Beatles”, escolhendo um inseto e brincando com a palavra “beat”, dialogava com os Crickets.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a herança mais profunda estava no método: não era necessário ser Frank Sinatra, cercado por uma orquestra e uma grande estrutura.&nbsp;Quatro jovens poderiam formar uma banda, escrever músicas e sair pelo mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Buddy Holly não inventou os três acordes, mas ajudou a estabelecer o princípio de que <strong>uma pequena gangue musical poderia produzir sua própria cultura</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O punk começava ali não como barulho, mas como organização.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Óculos, estranheza e o fim do astro inalcançável</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Buddy Holly também representava uma ruptura visual. Magro, tímido, dentuço e usando enormes óculos de armação preta, ele não se parecia com o modelo dominante de ídolo juvenil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não tinha a beleza cinematográfica de Elvis nem a imagem ameaçadora de Gene Vincent.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="680" height="294" src="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/07/bh.jpeg" alt="bh" class="wp-image-1628" style="width:825px;height:auto" srcset="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/07/bh.jpeg 680w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/07/bh-300x130.jpeg 300w" sizes="(max-width: 680px) 100vw, 680px" /><figcaption class="wp-element-caption">Os clássicos óculos de Buddy Holly</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Parecia um estudante que havia entrado no palco por engano. Em vez de esconder aquilo que o afastava do padrão, transformou sua aparência em assinatura. Os óculos deixaram de ser uma deficiência a ser disfarçada e se tornaram parte inseparável de sua identidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é uma ideia profundamente punk: <strong>não tente parecer com o artista que a indústria deseja fabricar; transforme sua inadequação em linguagem</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Holly também escrevia e cantava sobre desejos, frustrações, ciúmes e rejeições juvenis com uma urgência nervosa. Seu soluço vocal, os ataques econômicos da guitarra e a bateria obsessiva de “Peggy Sue” produziam uma música simples, imediata e reconhecível. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O Rock Hall of Fame destaca justamente essa combinação de andamento acelerado, voz inquieta e declarações juvenis de amor, desejo e desilusão. (<a href="https://rockhall.com/inductees/buddy-holly/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">Rock Hall</a>)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele provou que o protagonista do rock não precisava parecer um semideus. Poderia ser o garoto estranho da sala — desde que tivesse uma guitarra e algo próprio para dizer.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quebrando barreiras&#8230; <strong>Harlem, Maria Elena e um mundo sem cercas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em agosto de 1957, Buddy Holly e os Crickets fizeram uma temporada no Apollo Theater, no Harlem. São frequentemente registrados como o primeiro conjunto branco de rock a tocar naquele palco, um dos centros fundamentais da cultura negra norte-americana.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-media-text has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:auto 44%"><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="wp-block-paragraph">A contratação provavelmente nasceu de uma confusão: alguém teria imaginado que “The Crickets” era um grupo vocal negro de rhythm and blues. (<a href="https://www.thevintagenews.com/2018/08/30/buddy-holly-apollo-theatre/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">thevintagenews</a>)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os jovens texanos apareceram, o público inicialmente estranhou. Mas a banda continuou tocando, incorporou “Bo Diddley” ao repertório e, ao longo da temporada, conquistou a plateia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A apresentação tinha um significado especial numa sociedade ainda marcada pela segregação racial.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No ano seguinte, Buddy conheceu María Elena Santiago, uma jovem porto-riquenha que trabalhava na editora Peer-Southern, em Nova York.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perguntou de onde vinha seu sotaque, convidou-a para jantar e, poucas horas depois, pediu-a em casamento. Os dois se casaram em agosto de 1958 e se mudaram para Greenwich Village. (<a href="https://www.birminghamhippodrome.com/true-love-ways-an-interview-with-maria-elena-holly/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">Birmingham Hippodrome</a>)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa e outras escolhas conhecidas de Holly revelam alguém pouco disposto a obedecer às fronteiras raciais e sociais de sua época. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um jovem branco criado no Texas tocou no <strong>Apollo</strong>, casou-se com uma porto-riquenha e planejou trabalhar com artistas negros que admirava.</p>
</div><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="235" height="355" src="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/07/buddy-f-1.jpg" alt="buddy f" class="wp-image-1627 size-full" srcset="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/07/buddy-f-1.jpg 235w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/07/buddy-f-1-199x300.jpg 199w" sizes="(max-width: 235px) 100vw, 235px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo María Elena, Holly amava Mahalia Jackson, Sam Cooke e Ray Charles e chegou a procurar Charles na Califórnia porque desejava gravar um disco com ele. (<a href="https://www.birminghamhippodrome.com/true-love-ways-an-interview-with-maria-elena-holly/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">Birmingham Hippodrome</a>)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também nisso havia algo punk: <strong>não pedir licença para atravessar uma fronteira que a sociedade considerava inconveniente</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O estúdio como instrumento — e o nascimento do quarto como estúdio</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Buddy Holly não queria apenas interpretar músicas. Queria participar de todas as etapas: composição, arranjo, gravação, produção e administração da carreira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estúdio de Norman Petty, experimentou com overdubs, duplicação de vozes, instrumentos pouco usuais e diferentes ambientes acústicos.&nbsp;Aos poucos, compreendeu que o estúdio não precisava apenas documentar uma apresentação. Poderia ser utilizado como instrumento criativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais tarde, rompeu profissionalmente com Petty, mudou-se para Nova York e começou a pensar em sua própria editora, seu estúdio e na produção de outros artistas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">María Elena recorda que ele desejava controlar “cada aspecto da indústria”, desenvolvendo músicos, produzindo discos e até compondo para o cinema. (<a href="https://www.birminghamhippodrome.com/true-love-ways-an-interview-with-maria-elena-holly/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">Birmingham Hippodrome</a>) Nos últimos meses de vida, comprou um gravador Ampex e começou a registrar músicas dentro de seu apartamento em Greenwich Village.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sozinho, com voz e guitarra, gravou composições como “Peggy Sue Got Married”, “Crying, Waiting, Hoping”, “Learning the Game” e “What to Do”. Eram esboços domésticos, feitos entre dezembro de 1958 e janeiro de 1959. (<a href="https://americansongwriter.com/on-this-day-buddy-holly-recorded-his-final-songs-inside-his-new-york-city-apartment/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">American Songwriter</a>)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não era lo-fi como escolha estética consciente. Era algo ainda mais elementar: tenho uma música, uma guitarra e um gravador — portanto, posso registrar minha criação. Décadas antes dos cassetes punks, dos selos de garagem, dos quatro canais e dos discos produzidos em quartos, Buddy Holly já praticava o princípio central do home recording.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Da garagem aos Ramones: a invenção do músico autônomo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">É claro que Buddy Holly não estava sozinho. Chuck Berry escrevia narrativas mais afiadas. Little Richard era mais explosivo. Bo Diddley inventou uma pulsação que atravessaria todo o rock. Link Wray produziu uma guitarra mais brutal. Eddie Cochran também escrevia, tocava vários instrumentos e experimentava com gravações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas Holly reuniu elementos que, juntos, formariam o arquétipo do artista punk: autoria, banda própria, identidade de outsider, independência criativa, experimentação técnica, gravação doméstica e conflito com empresários e gravadoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua carreira de sucesso durou apenas cerca de dezoito meses. Quando morreu, em fevereiro de 1959, tinha somente 22 anos. Mesmo assim, deixou pronto o projeto de funcionamento das futuras bandas de rock.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Beatles compreenderam. As bandas de garagem compreenderam. Os grupos da invasão britânica compreenderam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, anos depois, os Ramones levariam aquela estrutura à sua forma mais crua: amigos, guitarras, músicas curtas e nenhuma necessidade de parecer virtuoso ou respeitável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Buddy Holly não inventou o punk como gênero. Não poderia ter previsto o CBGB, o “Never Mind the Bollocks” ou os fanzines xerocados. Mas foi um dos primeiros a demonstrar que o rock podia ser criado de maneira punk.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a indústria tentou transformá-lo em outra coisa, gravou por conta própria.&nbsp;Quando não correspondia ao padrão de beleza, fez da estranheza sua imagem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando as fronteiras raciais e sociais tentaram separar pessoas e músicas, atravessou-as. Quando precisou registrar suas canções, levou o estúdio para dentro do apartamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Antes de “do it yourself” virar um lema, Buddy Holly já estava fazendo ele mesmo.</strong></p>
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		<title>Asfixia Social se prepara para excursionar pelo Brasil com as lendárias bandas punks Los Fastidios e Varukers</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adriana]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 13:41:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em turnê histórica entre abril e maio, grupo paulista une forças com os ícones internacionais enquanto antecipa o lançamento do novo álbum, &#8220;Mess Bigger&#8221;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Crédito: Luís Lopes Fotos de divulgaçãoOuça Revolutionary RapportAssista ao videoclipe de Revolutionary Rapport A cena underground brasileira está prestes a testemunhar um encontro de gerações e ideais que reafirma o poder político da música urbana. O Asfixia Social, conhecido por sua fusão explosiva de rap, punk, hardcore e ska, foi a banda escolhida para abrir as apresentações das lendárias Los Fastidios (Itália) e The Varukers (Reino Unido) em sua passagem pelo país. Mais do que uma sequência de shows, a escolha do Asfixia Social para compartilhar o palco com esses dois pilares do punk rock global celebra uma afinidade ideológica profunda. Enquanto os italianos do Los Fastidios são referências mundiais no street-punk antirracista e os britânicos do Varukers carregam o estandarte do D-beat e da resistência anarcopunk desde os anos 80, o Asfixia Social traz o sotaque das periferias paulistas para o front, provando que a luta contra a opressão fala uma língua universal. Este encontro simboliza o fortalecimento de uma rede internacional de resistência cultural, onde o palco se torna uma trincheira de mensagens urgentes e batidas implacáveis. A forte conexão entre as bandas não é de hoje e se consolida a cada projeto. Depois de abrir os shows da última passagem do The Varukers, em 2024, o quarteto liderado por Anthony &#8220;Rat&#8221; Martin recebeu a banda paulista para shows memoráveis na Inglaterra, um deles em Nottingham, cidade natal dos britânicos. Com os italianos da Los Fastidios, a banda já esteve três vezes no Rebellion Festival, maior festival punk do mundo, na Inglaterra, e em casas de show por cidades como Londres, Derby e Manchester. Essa aliança atravessa o oceano mais uma vez e se materializa agora em uma agenda intensa. Asfixia Social e Los Fastidios se apresentam juntos em abril, em Curitiba, Sorocaba e São Paulo. Já com os Varukers, eles subirão aos palcos brasileiros para 10 shows em maio, com destaque para a estreia no Goiânia Noise, um dos festivais de rock independente mais tradicionais do país, no dia 10 de maio.&#8221; “Los Fastidios é uma das bandas mais ativas do mundo, é surreal a energia que eles trazem! E o Varukers carrega a essência do Punk Rock! Essa conexão com o Asfixia Social é muito massa porque une a velha escola e a nova escola numa energia cabulosa! Os últimos shows que fizemos com essas bandas lá na Inglaterra foram insanos! Agora aqui no Brasil a parada fica mais séria ainda: são 3 shows com a Los Fastidios e 10 shows com o Varukers”, diz Kaneda, vocalista do Asfixia Social. O Asfixia Social será o responsável por preparar o terreno para os italianos em três datas. No dia 23 de abril, no Belvedere, em Curitiba; dia 24 de abril, no Asteroid Bar, em Sorocaba; e fechando a trinca no dia 25 de abril, na Jai Club, em São Paulo. A turnê brasileira do Varukers acontece entre 7 e 17 de maio, e o Asfixia Social acompanha a banda em todos os shows, exceto Sorocaba: The Varukers no Brasil 2026 Los Fastidios no Brasil 2026 Sobre o Asfixia SocialFormada em 2007 nas ruas de São Paulo, o Asfixia Social é uma das vozes mais potentes e autênticas da resistência cultural brasileira contemporânea. Conhecida por sua sonoridade híbrida e explosiva, a banda transita com maestria entre o hardcore, punk, rap, ska e reggae, criando uma identidade única que une a urgência do asfalto à cadência dos ritmos periféricos. Com letras profundamente politizadas e centradas na realidade social, o grupo se destaca no cenário underground por utilizar a música como ferramenta de transformação e denúncia. Essa atitude, somada a performances viscerais, levou o Asfixia Social a palcos internacionais, consolidando sua relevância tanto nas comunidades onde nasceu quanto nos maiores festivais de música alternativa do mundo. Formada por Kaneda Mukhtar (voz e trompete), Thiko Garcia (guitarra), Leo Oliveira (baixo), Jahya (saxofone) e Barba (bateria), a banda prepara o lançamento de seu novo álbum, &#8220;Mess Bigger&#8221;, reafirmando seu compromisso com a arte livre e a luta coletiva. Os singles “Walls Won&#8217;t Make You Safe”, “Capoeira-Karatê” e “Revolutionary Rapport” já estão disponíveis nas plataformas digitais, acompanhadas pelos respectivos videoclipes. O registro audiovisual de “Revolutionary Rapport” traduz a vivência recente da banda durante a turnê europeia de 2025, conectando palcos de grandes festivais e espaços alternativos. “A gente faz um som pra unir todas as vertentes da cultura de rua e reverenciar sua raíz de luta. Acabamos de lançar ‘Capoeira-Karatê’ e ‘Revolutionary Rapport’ nessa pegada, hardcore, ragga, ska, punk, rap, metal e música brasileira. É essa mistura que vai estar no nosso próximo álbum ‘Mess Bigger’, que lançaremos em maio na tour com o Varukers!” Sobre The VarukersÍcone do punk britânico, o The Varukers foi formado em 1979 pelo vocalista Anthony &#8220;Rat&#8221; Martin, consolidando sua influência definitiva no início dos anos 80. Conhecida pelas letras de forte ideologia anarquista, a banda atravessou diversas formações ao longo das décadas, mantendo Rat como a voz constante e pilar fundamental do grupo desde 1985. Sobre Los FastidiosUm dos maiores ícones do street-punk e do ska-punk mundial. Formada em 1991 em Verona, na Itália, a banda é liderada por Enrico de Angelis (também fundador do selo KOB Records) e se tornou uma voz fundamental na cena antifascista global. Siga o Asfixia Social nas redes: Instagram: https://www.instagram.com/asfixiasocial/&#160; YouTube: https://www.youtube.com/asfixiasocial&#160; Ouça no Spotify:]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Em turnê histórica entre abril e maio, grupo paulista une forças com os ícones internacionais enquanto antecipa o lançamento do novo álbum, &#8220;Mess Bigger&#8221;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1024x768.jpeg" alt="Crédito: Luís Lopes" class="wp-image-1108" srcset="https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1024x768.jpeg 1024w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-300x225.jpeg 300w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-768x576.jpeg 768w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1536x1152.jpeg 1536w, https://adrianadebarros.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crédito: Luís Lopes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://drive.google.com/drive/folders/1s6NAiSHpLmXqco6_ptrLfuKg0sPAlypY?usp=drive_link" target="_blank" rel="noopener">Fotos de divulgação</a><br><a href="https://go.nikita.com.br/RevolutionaryRapport_AsfixiaSocialErickJay" target="_blank" rel="noopener">Ouça Revolutionary Rapport</a><br><a href="https://www.youtube.com/watch?v=j2C_rkp0ayQ" target="_blank" rel="noopener">Assista ao videoclipe de Revolutionary Rapport</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A cena underground brasileira está prestes a testemunhar um encontro de gerações e ideais que reafirma o poder político da música urbana. O Asfixia Social, conhecido por sua fusão explosiva de rap, punk, hardcore e ska, foi a banda escolhida para abrir as apresentações das lendárias Los Fastidios (Itália) e The Varukers (Reino Unido) em sua passagem pelo país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que uma sequência de shows, a escolha do Asfixia Social para compartilhar o palco com esses dois pilares do punk rock global celebra uma afinidade ideológica profunda. Enquanto os italianos do Los Fastidios são referências mundiais no street-punk antirracista e os britânicos do Varukers carregam o estandarte do D-beat e da resistência anarcopunk desde os anos 80, o Asfixia Social traz o sotaque das periferias paulistas para o front, provando que a luta contra a opressão fala uma língua universal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este encontro simboliza o fortalecimento de uma rede internacional de resistência cultural, onde o palco se torna uma trincheira de mensagens urgentes e batidas implacáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A forte conexão entre as bandas não é de hoje e se consolida a cada projeto. Depois de abrir os shows da última passagem do The Varukers, em 2024, o quarteto liderado por Anthony &#8220;Rat&#8221; Martin recebeu a banda paulista para shows memoráveis na Inglaterra, um deles em Nottingham, cidade natal dos britânicos. Com os italianos da Los Fastidios, a banda já esteve três vezes no Rebellion Festival, maior festival punk do mundo, na Inglaterra, e em casas de show por cidades como Londres, Derby e Manchester.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa aliança atravessa o oceano mais uma vez e se materializa agora em uma agenda intensa. Asfixia Social e Los Fastidios se apresentam juntos em abril, em Curitiba, Sorocaba e São Paulo. Já com os Varukers, eles subirão aos palcos brasileiros para 10 shows em maio, com destaque para a estreia no Goiânia Noise, um dos festivais de rock independente mais tradicionais do país, no dia 10 de maio.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Los Fastidios é uma das bandas mais ativas do mundo, é surreal a energia que eles trazem! E o Varukers carrega a essência do Punk Rock! Essa conexão com o Asfixia Social é muito massa porque une a velha escola e a nova escola numa energia cabulosa! Os últimos shows que fizemos com essas bandas lá na Inglaterra foram insanos! Agora aqui no Brasil a parada fica mais séria ainda: são 3 shows com a Los Fastidios e 10 shows com o Varukers”, diz Kaneda, vocalista do Asfixia Social.<br><br></em>O Asfixia Social será o responsável por preparar o terreno para os italianos em três datas. No dia 23 de abril, no Belvedere, em Curitiba; dia 24 de abril, no Asteroid Bar, em Sorocaba; e fechando a trinca no dia 25 de abril, na Jai Club, em São Paulo. A turnê brasileira do Varukers acontece entre 7 e 17 de maio, e o Asfixia Social acompanha a banda em todos os shows, exceto Sorocaba:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>The Varukers no Brasil 2026</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>7 de maio &#8211; Asteroid Bar, Sorocaba SP</li>



<li>8 de maio &#8211; Cine Joia, São Paulo SP</li>



<li>9 de maio &#8211; Don Kmaleon Bar, Ribeirão Preto SP</li>



<li>10 de maio &#8211; Festival Goiânia Noise, GO</li>



<li>11 de maio &#8211; Infinu Pub, Brasília DF</li>



<li>12 de maio &#8211; Kaos Pub, Uberlândia MG</li>



<li>13 de maio &#8211; Praça pública, Patos de Minas MG</li>



<li>14 de maio &#8211; Palco e Balcão Bar, Divinópolis MG</li>



<li>15 de maio &#8211; Festival Punk no Park, Belo Horizonte MG</li>



<li>16 de maio, Festival Punk in Rio RJ</li>



<li>17 de maio, Hocus Pocus, São José dos Campos SP</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Los Fastidios no Brasil 2026</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dia 23 de abril &#8211; Belvedere &#8211; Curitiba</li>



<li>Dia 24 de abril &#8211; Asteroid Bar &#8211; Sorocaba</li>



<li>Dia 25 de abril &#8211; Jai Club &#8211; Jai Club</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><br></strong><strong>Sobre o Asfixia Social</strong><br>Formada em 2007 nas ruas de São Paulo, o Asfixia Social é uma das vozes mais potentes e autênticas da resistência cultural brasileira contemporânea. Conhecida por sua sonoridade híbrida e explosiva, a banda transita com maestria entre o hardcore, punk, rap, ska e reggae, criando uma identidade única que une a urgência do asfalto à cadência dos ritmos periféricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com letras profundamente politizadas e centradas na realidade social, o grupo se destaca no cenário underground por utilizar a música como ferramenta de transformação e denúncia. Essa atitude, somada a performances viscerais, levou o Asfixia Social a palcos internacionais, consolidando sua relevância tanto nas comunidades onde nasceu quanto nos maiores festivais de música alternativa do mundo.<br><br>Formada por Kaneda Mukhtar (voz e trompete), Thiko Garcia (guitarra), Leo Oliveira (baixo), Jahya (saxofone) e Barba (bateria), a banda prepara o lançamento de seu novo álbum, &#8220;Mess Bigger&#8221;, reafirmando seu compromisso com a arte livre e a luta coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os singles “Walls Won&#8217;t Make You Safe”, “Capoeira-Karatê” e “Revolutionary Rapport” já estão disponíveis nas plataformas digitais, acompanhadas pelos respectivos videoclipes. O registro audiovisual de “Revolutionary Rapport” traduz a vivência recente da banda durante a turnê europeia de 2025, conectando palcos de grandes festivais e espaços alternativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“A gente faz um som pra unir todas as vertentes da cultura de rua e reverenciar sua raíz de luta. Acabamos de lançar ‘Capoeira-Karatê’ e ‘Revolutionary Rapport’ nessa pegada, hardcore, ragga, ska, punk, rap, metal e música brasileira. É essa mistura que vai estar no nosso próximo álbum ‘Mess Bigger’, que lançaremos em maio na tour com o Varukers!”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre The Varukers</strong><br>Ícone do punk britânico, o The Varukers foi formado em 1979 pelo vocalista Anthony &#8220;Rat&#8221; Martin, consolidando sua influência definitiva no início dos anos 80. Conhecida pelas letras de forte ideologia anarquista, a banda atravessou diversas formações ao longo das décadas, mantendo Rat como a voz constante e pilar fundamental do grupo desde 1985.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre Los Fastidios</strong><strong><br></strong>Um dos maiores ícones do street-punk e do ska-punk mundial. Formada em 1991 em Verona, na Itália, a banda é liderada por Enrico de Angelis (também fundador do selo KOB Records) e se tornou uma voz fundamental na cena antifascista global.</p>



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