Crédito: Renato Henrique Correia
Quando mentes criativas se reúnem por um propósito comum, a música flui de um jeito diferente. Na última quarta-feira (12), a Abramus (Associação Brasileira de Música e Artes) reuniu artistas, compositores e produtores em um Camp de Reggae, promovendo uma imersão intensa de ritmo, mensagem e colaboração.
Nomes como Marcelo Mira (Alma D’Jem), Henrique Portugal (Skank), Layla Arruda, Marina Peralta, Da Ghama (Cidade Negra), Binho Ribeiro, Julies, Pedro Beydoun e diversos outros talentos passaram a tarde no El Prat Estúdio, no Morumbi, zona sul da capital paulista.
O encontro gerou composições inéditas apresentadas em uma audição exclusiva para profissionais do mercado e grandes nomes da cena, como Rael e Tales De Polli (Maneva). E a reação não poderia ter sido melhor. Ao escutarem as faixas, os artistas celebraram o resultado dançando, cantando e transmitindo toda a energia do reggae aos presentes. Uma noite super agradável para quem ama música.
Como funciona um songwriting camp?
Para quem nunca viveu essa experiência, o songwriting camp é uma verdadeira maratona de criação. Os profissionais se dividem em pequenos grupos por diferentes salas do estúdio para criar canções inéditas do zero em poucas horas. Em tempo real, letristas, instrumentistas e produtores somam ideias e cuidam de cada detalhe, da primeira rima à gravação da guia final.
Esse formato tem sintonia natural com o reggae, gênero movido pelo coletivo, pela mensagem e pelo groove. No Camp da Abramus, a bagagem de nomes consagrados se somou ao frescor de novos talentos, conectando o roots tradicional a vertentes como dub, dancehall e afrobeat.
Além da efervescência artística, o encontro destacou a relevância da gestão de direitos autorais, garantindo a proteção e o devido reconhecimento ao trabalho dos criadores.
A verdadeira magia dos camps é presenciar o nascimento de canções com potencial de ganhar o mundo. Mais do que gerar um novo catálogo, iniciativas como essa oxigenam a cena, abrem portas para o mercado de sincronização e fortalecem os laços da comunidade musical.
O saldo desse encontro vai muito além das faixas gravadas no El Prat. Fica a certeza de que a cena do reggae tupiniquim segue pulsante, plural e em constante renovação. Ao unir o respeito às origens com a busca pelo novo, o Camp da Abramus celebra o presente e pavimenta o futuro da criação musical no Brasil, provando que a verdadeira essência da música está na partilha.