
Crédito: Reprodução YouTube Bruno Del Rey
Há alguns anos, enquanto a noite paulistana ainda reverberava os acordes de um incrível show do The Baggios, acabei sendo apresentada ao cantor e compositor Bruno Del Rey nos arredores do Sesc Pompeia, zona oeste de São Paulo. Aquela conversa pós-apresentação, onde o assunto, inevitavelmente, era a força da música independente, ele me contou sobre o que estava produzindo. Curiosidade ativada por aquela figura que exalava conceito, fui atrás do som. E que grata surpresa.
Para além do estilo marcante, o que realmente impressiona em Bruno Del Rey é o equilíbrio exato entre um talento genuíno e um cuidado com cada etapa do seu trabalho. Ele carrega aquele DNA clássico de todo bom artista da música independente: a inquietação e o brilho nos olhos de quem não mede esforços para fazer o corre acontecer.
Há uma vontade pulsante ali, um desejo legítimo de romper bolhas e fazer com que sua música ecoe e alcance o maior número possível de pessoas. Não se trata apenas de lançar canções, mas de construir um universo inteiro e convidar o público para entrar nele.
E agora, Bruno Del Rey apresenta seu mais novo single, “Dança Derradeira”, consolidando-se como um dos nomes mais interessantes e elegantes do retrosoul brasileiro atual. O lançamento firma também a parceria do artista com o selo nova-iorquino Shamus Records.
A faixa abre com um suingue irresistível de guitarra que nos transporta para um universo onde o funk dos anos 70, os ritmos afro-brasileiros e o soul latino se mesclam a uma rica percussão orgânica. É nesse groove envolvente que Del Rey aprofunda sua sonoridade, inspirada no balanço de Jorge Ben, Gilberto Gil e no movimento Tropicália.
Essas influências moldam a atmosfera magnética da música, que já virou marca registrada do cantor. A composição ganha corpo com metais marcantes, uma cozinha rítmica impecável e instrumentos vintage que parecem saídos diretamente de um estúdio dos anos 60.
Nascido sob a influência direta de gigantes como Tim Maia, Cassiano e Wilson Simonal, misturados à sofisticação do soul americano clássico, Bruno Del Rey entrega uma obra que equilibra perfeitamente a nostalgia estética com o frescor da produção contemporânea.
No dia 26 de junho, Bruno Del Rey e Pedro Bienemann dividem a noite em uma apresentação no centro cultural A Porta Maldita, em Pinheiros. O público paulistano terá o privilégio de ouvir, em primeira mão, o single e canções inéditas que vêm desenhando a identidade e a sonoridade do próximo projeto de Bruno Del Rey.
“Dança Derradeira” já está disponível em todas as principais plataformas de streaming. Adicione à sua playlist e fortaleça a cena independente.
Sobre Bruno Del Rey
Cantor e compositor sergipano radicado em São Paulo, Bruno Del Rey é dono de uma musicalidade que promove um encontro singular entre a cultura brasileira e a música negra internacional. Sua identidade artística é moldada pela fusão de influências que vão da subcultura Mod, da Tropicália e da Jovem Guarda ao Blues, Soul e Funk das décadas de 60 e 70.
Com uma caminhada sólida na cena independente que remonta ao início dos anos 2000, Del Rey liderou as bandas Rockassetes (2000-2008) e Bicicletas de Atalaia (2010-2016) — projetos com os quais lançou álbuns, assinou trilhas sonoras para o cinema e rodou o país em grandes festivais como Abril Pro Rock (PE), MADA (RN), Vaca Amarela (GO) e Festival da Revista Capricho (SP).
Em carreira solo desde 2018, o artista coleciona marcos importantes. Foi semifinalista do Festival Nacional da Canção Brasileira do SESI-SP com “Começou, tem que ter fim” (cujo clipe figurou entre os 50 melhores do ano pela PlayTV/Hits Perdidos) e chamou a atenção do selo francês Groover Obsessions, que chancelou o lançamento de seu elogiado álbum de estreia, “O Que Serve de Motor” (2023), trabalho que ganhou edição especial em vinil no final de 2024.
O alcance global de sua obra se consolidou em outubro de 2025, quando Bruno Del Rey foi o único artista brasileiro selecionado para o prestigiado festival e conferência MONDO NYC Music & Technology, em Nova York. Entre mais de 17 mil inscrições do mundo inteiro, ele figurou no seleto grupo de 30 escolhidos. Na ocasião, em uma Live Session exclusiva, apresentou pela primeira vez ao vivo o single “Dança Derradeira”, ao lado de “Vulnerabilidade” e da clássica “There’s a Flower Blooming in My Chest”.
Atualmente, em 2026, o artista expande ainda mais seus horizontes com o lançamento oficial de “Dança Derradeira”, que marca sua estreia pelo selo norte-americano Shamus Records. Na faixa, Bruno aprofunda a conexão com as raízes rítmicas do Brasil ao incorporar elementos afro-brasileiros ao seu já característico retrosoul contemporâneo. Unindo vibração vintage, densidade lírica e um groove inconfundível, Bruno Del Rey firma-se como um dos nomes mais sofisticados e necessários da música autoral brasileira para exportação.
Siga Bruno Del Rey: https://www.instagram.com/brunodelreyoficial
Serviço
Bruno Del Rey e Pedro Bienemann
Quando: 26 de junho (Sexta-feira)
Onde: A Porta Maldita – Rua Luís Murat, 400 – C2 – Pinheiros, São Paulo – SP (Próximo ao Metrô Fradique Coutinho)